Acre fecha 2025 com 179 mortes violentas e lidera taxa de feminicídios no país

Foto: Aline Pontes/Rede Amazônica

O Acre terminou o ano de 2025 com 179 mortes violentas intencionais, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça na última terça-feira (20). O número é o mesmo registrado em 2024, conforme o Anuário da Violência, o que indica estabilidade nos índices de assassinatos no estado.

Com esse total, a taxa ficou em 20,24 mortes a cada 100 mil habitantes, praticamente igual à do ano anterior, que foi de 20,3. Esse indicador é usado para comparar a violência entre estados com populações diferentes. Em 2025, o Acre ocupou a 26ª posição no ranking nacional das maiores taxas. Na Região Norte, o estado aparece atrás de Amapá, Pará, Amazonas e Rondônia.

Entram na contagem das mortes violentas intencionais os casos de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. As informações são repassadas pelas secretarias estaduais de Segurança Pública ao governo federal, responsável pela consolidação e divulgação dos dados.

Na Região Norte como um todo, houve redução de 11% nas mortes violentas em 2025. O número de vítimas caiu de 4.304 em 2024 para 3.829 no ano passado. A diminuição também foi registrada em todas as outras regiões do país:

  • Sul: queda de 22%

  • Centro-Oeste: redução de 18%

  • Nordeste: queda de 10%

  • Sudeste: redução de 8%

No cenário nacional, o Brasil registrou 34.086 mortes violentas em 2025, contra 38.374 em 2024, marcando o quinto ano consecutivo de queda nos homicídios.

Feminicídios avançam no Acre

Apesar da estabilidade no total de mortes violentas, o Acre seguiu na contramão quando o assunto é feminicídio. Em 2025, o estado registrou 14 casos, um aumento de 75% em relação a 2024, quando foram contabilizadas oito mortes de mulheres em crimes motivados por violência de gênero.

Com esse número, o Acre alcançou a maior taxa de feminicídios do país, estimada em 1,58 caso a cada 100 mil habitantes, além de repetir o pico da série histórica dos últimos dez anos, já observado em 2016 e 2018.

Desde 2015, quando a Lei do Feminicídio entrou em vigor, o estado já soma 122 vítimas. A marca de 100 casos foi ultrapassada em 2023.

Em nível nacional, 2025 foi o ano com mais feminicídios já registrados no Brasil, desde a sanção da lei, reforçando o alerta para a gravidade da violência contra a mulher, mesmo em um cenário geral de queda nos homicídios.

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