Anvisa autoriza pesquisa clínica da polilaminina em pacientes com lesões na medula

Anvisa autoriza pesquisa clínica da polilaminina em pacientes com lesões na medula

Nesta segunda-feira (5/1), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a liberação da primeira fase dos testes clínicos com uso de polilaminina. Ela atua na regeneração da medula espinhal, estimulando a reconexão de neurônios e promove a recuperação de movimentos em pacientes com lesões na medula.

Há três anos a autarquia realizou o pedido de autorização na Justiça. Até o momento, a pesquisa dos membros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderados pela bióloga Tatiana Coelho Sampaio, ainda estava em testes científicos.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Profissional de saúde mostrando medulaFoto: reprodução/Freepik Paciente recebeu medicação experimental polilaminina após liberação judicial e realizou procedimento no Espírito SantoFoto: Acervo pessoal AnvisaCrédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Fachada da AnvisaReprodução Agência Brasil Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)Divulgação

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A empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. é a patrocinadora do estudo clínico. O laboratório será responsável por selecionar, monitorar e acompanhar cinco voluntários que vão receber a polilaminina. Para isso, os pacientes devem ter entre 18 e 72 anos, ter perdido totalmente os movimentos, como quadros de paraplegia ou tetraplegia ocorridos há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. Os locais de realização ainda serão definidos pela empresa e informados ao órgão do governo.

Até agora, pacientes que receberam a medicação entraram na justiça para ter acesso ao tratamento experimental.

O piloto de motocross Luiz Fernando Mozer, do Espírito Santo, perdeu os movimentos ao ser atingido por outra moto e, com o tratamento, conseguiu contrair músculos do corpo. Outro exemplo é um paciente do Rio de Janeiro que caiu de uma sacada no segundo andar de um prédio e apresentou avanços após receber a substância.

Apesar de cumprir todas as decisões judiciais, os estudiosos têm receio de que o aumento das ações judiciais possa comprometer o avanço dos estudos.

No estudo clínico, será utilizada a laminina extraída de placenta humana. A laminina é a substância que forma a polilaminina.

O ponto inicial do estudo é investigar a segurança do produto. A depender dos resultados da Fase 1, a pesquisa pode prosseguir para as etapas de Fase 2 e 3, que já têm a finalidade de comprovar a eficácia. Caso todas as três etapas de análise sejam cumpridas, a polilaminina pode começar a ser produzida pelas indústrias.

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Tags: Agência Nacional de Vigilância SanitáriaAnvisalesões na medulapolilamininaSAÚDE