O Banco de Perfis Genéticos auxiliou na identificação de mais dois crimes no Acre após o cruzamento de dados genéticos de indivíduos já condenados e inseridos no Banco Nacional, mantido pela Polícia Federal. A análise permitiu esclarecer um crime contra o patrimônio e outro de violência sexual, mesmo com os autores já cumprindo pena por outros delitos.
O procedimento, conhecido tecnicamente como “match”, ocorre quando há coincidência entre vestígios biológicos coletados em locais de crime e perfis genéticos armazenados nas bases de dados oficiais. A ferramenta tem sido fundamental para a elucidação de crimes sem autoria definida, incluindo casos antigos que estavam arquivados, ampliando a eficácia das investigações criminais.
No Acre, a coleta de material genético de pessoas condenadas é realizada tanto nas unidades prisionais quanto no Instituto de Análises Forenses (IAF), por peritos do Núcleo de Genética Forense. Como o Banco de Perfis Genéticos Estadual ainda não está plenamente implantado, os perfis coletados são encaminhados anualmente para inclusão no banco federal, por meio de cooperação técnica entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a Polícia Federal.
Os dois “matches” foram identificados recentemente após o envio dos perfis genéticos do Acre para Brasília e sua inserção no Banco Nacional de Perfis Genéticos. No primeiro caso, o DNA de um condenado coincidiu com vestígios biológicos encontrados em um local de crime contra o patrimônio. No segundo, a análise genética confirmou a autoria de um crime de violência sexual. Em ambas as situações, os envolvidos já haviam sido condenados por outros crimes.
Segundo o diretor da Polícia Técnico-Científica do Acre, Mário Sandro Martins, a genética forense tem papel estratégico no fortalecimento da persecução penal. “O confronto de DNA permitiu atribuir mais dois crimes aos suspeitos, mesmo eles já estando presos. Os materiais coletados no Acre foram enviados para Brasília e inseridos no banco nacional da Polícia Federal, o que reforça a importância dessa ferramenta para a investigação criminal”, destacou.