A informação divulgada na coluna do colega Flavio Ricco aqui neste portal sobre a participação de Tatá Werneck na próxima novela das nove da Globo, “Quem Ama Cuida”, de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, segue correta quanto à presença da atriz no projeto. O que muda é a compreensão do tipo de personagem que foi oferecido a ela.
Segundo informações apuradas por esta coluna coluna, Tatá não será a grande vilã da trama. O papel pensado para a atriz é o de uma stalker, uma personagem que vai circular por vários núcleos da novela observando, seguindo e interferindo na vida de outros personagens. Trata-se de um perfil construído para misturar comédia e drama, algo alinhado à forma como Tatá costuma transitar entre o humor e registros mais densos.
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A personagem tem inspiração na protagonista de “Bebê Rena”, série da Netflix que virou fenômeno mundial. Lançada em abril de 2024, “Bebê Rena” (“Baby Reindeer”, no título original) é uma minissérie britânica baseada em fatos reais vividos pelo comediante Richard Gadd. A trama acompanha Donny Dunn (interpretado pelo próprio Gadd), um humorista iniciante que passa a ser perseguido por Martha (Jessica Gunning), uma mulher que desenvolve uma obsessão sufocante por ele. Misturando suspense psicológico, drama e humor sombrio, a produção conquistou crítica e público justamente por explorar os limites entre afeto, abuso e violência emocional.
A personagem não será, portanto, uma antagonista clássica, nem a responsável central pelos grandes embates morais da trama. A vilã principal de “Quem Ama Cuida” já está definida e será vivida por Isabel Teixeira, que ficará à frente do eixo mais pesado de antagonismo da novela. A personagem de Tatá funcionará como uma figura paralela, capaz de gerar tensão, humor ácido e situações inesperadas, sem ocupar o posto de grande inimiga da história.
Dessa forma, a participação de Tatá Werneck na novela se mantém confirmada, mas em um papel diferente do que inicialmente se especulou: menos vilã tradicional e mais uma personagem ambígua, que deve chamar atenção justamente pela mistura de estranhamento, comicidade e drama ao longo da narrativa.