Os compositores brasileiros que acusam Shakira de plágio na música “Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53” deram um novo passo no caso. Além do procedimento criminal que segue em análise no Ministério Público Federal (MPF), eles ajuizaram agora uma ação cível por violação de direitos autorais contra a cantora colombiana, o produtor Bizarrap e outros envolvidos.
A ação principal foi protocolada no dia 10 de janeiro de 2026, com aditamento em 21 de janeiro, e tramita na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. No processo, os autores pedem o reconhecimento judicial do plágio, a atribuição de coautoria, além de indenização por danos morais e materiais.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução Léo Santana, Shakira, Mariana Fagundes e Bizarrap / Montagem Reprodução Reprodução Shakira leva hits para o intervalo da Copa América 2024Reprodução
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Os compositores Ruan Prado, Luana Matos, Patrick Graue e Calixto Afiune são autores da música “Tu Tu Tu”, que, segundo eles, teria sido utilizada como base melódica no hit de Shakira lançado em janeiro de 2023 e vencedor do Grammy Latino.
Processo penal segue em análise
Paralelamente à ação cível, continua em curso o procedimento de natureza penal, iniciado a partir de uma notícia-crime apresentada pelos compositores. Esse caso está sob análise do Conselho do Ministério Público Federal.
Segundo Fredímio Biasotto Trotta, advogado dos compositores, a procuradora do MPF em primeira instância entendeu que o órgão não teria legitimidade para instaurar inquérito e propor ação penal, por considerar que se trataria de um suposto crime de ação privada, que exigiria queixa-crime dos próprios autores.
“A nosso ver, trata-se de crime de ação pública, o que confere legitimidade ao Ministério Público. Por isso, recorremos ao Conselho do MPF”, afirma Trotta.
Caso o Conselho acolha o recurso, caberá ao MPF conduzir as investigações e eventual ação penal. Se o entendimento for mantido, os compositores poderão apresentar queixa-crime diretamente à Justiça.
De acordo com o advogado, houve inclusive tratativas com a Sony Music que teriam sido interrompidas posteriormente. “Houve até confissão de plágio nas tratativas realizadas com a gravadora, o que, no nosso entendimento, demonstra dolo e justifica a adoção de medidas também na esfera penal”, diz.
Apesar disso, Trotta destaca que o caminho mais comum em disputas internacionais envolvendo plágio é a via cível. “A responsabilidade civil independe da penal. São processos autônomos, e a ação cível é o procedimento habitual nesse tipo de caso”, explica.
Relembre o caso
Os compositores brasileiros alegam que “Tu Tu Tu” apresenta identidade melódica e semelhanças relevantes com “BZRP Music Sessions Vol. 53”, especialmente no refrão, que repete o pronome “tu” em um contexto de traição.
Enquanto a música brasileira ganhou projeção nas vozes de artistas como Mariana Fagundes, Léo Santana e da dupla May & Karen, o hit de Shakira aborda o fim do casamento da cantora com o ex-jogador Gerard Piqué.
O primeiro passo no caso foi a notícia-crime, protocolada em fevereiro de 2025, conforme noticiou com exclusividade na época o portal LeoDias. Em abril, Shakira obteve uma primeira vitória com o entendimento do MPF sobre a ação penal, que segue em análise pelo conselho do órgão. Agora, o processo caminha também na esfera civil.