O coronel Régis Braguin foi exonerado do cargo de comandante-geral da Polícia Militar de Rondônia após ganhar repercussão uma denúncia de violência doméstica registrada contra ele em 2013, no município de Buritis.
A saída do oficial ocorreu em meio a forte pressão política e pública, que se intensificou durante uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Rondônia. O encontro discutia a Lei de Organização Básica (LOB) da Polícia Militar, quando o vereador Fernando Silva (Republicanos), sargento da corporação, questionou a permanência de Braguin no comando da PM diante do histórico da denúncia.
Durante a audiência, o parlamentar afirmou que suas declarações tinham como base documentos oficiais e destacou que a intenção era promover um debate sobre ética, liderança institucional e o compromisso do poder público com a proteção das mulheres. “É essa a imagem que o governo quer à frente da Polícia Militar?”, questionou o vereador.
Mesmo tendo sua fala interrompida pelo deputado Eyder Brasil, presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia, Fernando Silva manteve sua posição e defendeu que casos de violência doméstica envolvendo autoridades não devem ser ignorados.
Segundo aliados e analistas políticos, a exoneração do coronel está diretamente ligada à pressão gerada após a exposição do caso durante a audiência pública. Para o vereador, o episódio reforça a importância do papel fiscalizador do Legislativo e da cobrança por conduta ética no exercício da função pública.