Condenações definitivas no TCE podem tirar Mazinho Serafim da disputa eleitoral de 2026


As condenações definitivas do ex-prefeito de Sena Madureira, Osmar Serafim de Andrade (Mazinho Serafim), no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) não representam apenas um capítulo encerrado no campo administrativo. Elas impactam diretamente seu futuro político e levantam uma pergunta central no cenário local: Mazinho pode ser candidato novamente?

A resposta é técnica, mas preocupante para o ex-gestor: ele pode até tentar registrar candidatura, porém enfrenta risco concreto de inelegibilidade, a depender dos desdobramentos das contas rejeitadas e da análise da Justiça Eleitoral.

Os acórdãos do TCE-AC já transitaram em julgado, o que significa que não cabe mais recurso dentro do Tribunal. As condenações envolvem multas, determinações de devolução de valores aos cofres públicos e irregularidades reiteradas na gestão, como atraso ou ausência no envio de informações oficiais, descumprimento de limites legais e falhas administrativas graves.

Com isso, encerra-se a fase de discussão técnica e inicia-se a etapa de cumprimento das penalidades, inclusive com possibilidade de cobrança judicial.

Onde está o maior risco político

O ponto mais sensível para a vida política de Mazinho está na rejeição de contas. Conforme a legislação eleitoral, o Tribunal de Contas não torna ninguém inelegível sozinho, mas emite parecer técnico.

Mazinho pode ficar fora da eleição de 2026?

Sim, é totalmente possível.

Se a Câmara Municipal rejeitar as contas, com base nesses pareceres do TCE, e ficar caracterizado dano ao erário e irregularidade insanável, o ex-prefeito pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, ficando inelegível por até oito anos.

E isso pode ocorrer já na fase de registro da candidatura, antes mesmo de começar a campanha.

Esse é o cenário mais grave e juridicamente consistente.

Mesmo sem rejeição formal, risco permanece

Ainda que a Câmara não tenha julgado ou tenha deixado as contas pendentes, isso não garante tranquilidade ao ex-prefeito. Em eventual eleição:

  • O Ministério Público Eleitoral pode pedir a impugnação da candidatura

  • Adversários podem judicializar o registro

  • A candidatura pode ficar sub judice, gerando instabilidade durante toda a campanha

Além disso, as multas e execuções judiciais em curso pesam contra a imagem pública e reduzem o apoio político e partidário.

Impacto além do jurídico

Na prática, as condenações definitivas:

  • Fragilizam alianças

  • Afastam partidos que evitam candidatos com passivo jurídico

  • Viram munição eleitoral constante

  • Enfraquecem o discurso político do ex-prefeito

Mesmo que consiga disputar, Mazinho entra em qualquer eleição sob forte questionamento, carregando um histórico oficial de condenações em órgãos de controle.

Com o trânsito em julgado das decisões do TCE, o debate deixa de ser técnico e passa a ser político e eleitoral. O que antes era “processo em andamento” agora se transforma em passivo definitivo, com efeitos concretos.

A partir de agora, não se discute mais se houve irregularidades, mas quais serão as consequências eleitorais dessas decisões — e se Mazinho conseguirá ou não superar o filtro da Justiça Eleitoral.

RELATÓRIO MAZINHO
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