A movimentação do Botafogo no mercado de transferências em 2026 tem chamado atenção dentro e fora do clube. A possibilidade de saídas de jogadores relevantes e a concretização de vendas recentes despertaram questionamentos entre torcedores e observadores do futebol brasileiro. Internamente, a resposta passa pela necessidade de reorganização financeira da SAF, sem que isso represente uma mudança na ambição esportiva estabelecida nos últimos anos.
A necessidade de fazer caixa
A saída de Marlon Freitas para o Palmeiras, por cerca de R$ 34 milhões, marcou um ponto importante desse processo. Além disso, nomes como Savarino, que pode ser negociado com o Fluminense, e outros atletas valorizados no mercado (casos de David Ricardo, Artur e Arthur Cabral) passaram a ser alvo de sondagens. O pano de fundo dessas movimentações é a busca por novos recursos para equilibrar as contas do clube.
Veja as fotosAbrir em tela cheia O Museu do Futebol fica no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu.Divulgação/Museu do Futebol Marlon Freitas negocia com PalmeirasFoto: Vítor Silva/Botafogo
Voltar
Próximo
Leia Também
Esportes
“Vamos falar de nível técnico?”: Web resgata fala de Carlos Alberto após Botafogo vencer PSG
Esportes
“Queria fazer o Botafogo furar a bolha”, revela Meirelles após levar o “Snoop do Fogão” a jogo
Esportes
“Fique em casa”: Porchat diz que torcedor não deve xingar em estádio e gera debate
Esportes
“Entregador de coletes”: ex-jogador dispara contra Oswaldo de Oliveira e técnico rebate
Atualmente, o Botafogo cumpre um transfer ban imposto pela Fifa em razão de uma dívida de R$ 115 milhões com o Atlanta United, referente à contratação de Thiago Almada. Paralelamente, a SAF lida com uma dívida de curto prazo estimada em torno de R$ 700 milhões. Embora exista a expectativa de recebimento de valores da Eagle Holding, do Lyon e de parcelas de negociações recentes, a diretoria reconhece a necessidade de realizar novas vendas para manter o fluxo financeiro e permitir investimentos futuros.
Redução de custos e impacto no elenco
Além da geração de receitas, o clube também atua para diminuir a folha salarial. A possível saída de Savarino, por exemplo, é vista internamente como uma medida que ajudaria nesse aspecto. Nesse contexto, o Botafogo acabou perdendo Marlon Freitas durante o processo de renovação contratual, após o Palmeiras apresentar uma proposta salarial superior. A decisão do jogador foi classificada nos bastidores como uma “escolha de vida”, considerando os impactos financeiros para ele e sua família.
Objetivo esportivo mantido
Apesar do cenário de ajustes, a cúpula da SAF faz questão de reforçar que o objetivo esportivo da temporada segue sendo a disputa por títulos. Internamente, há a avaliação de que o elenco comandado por Martín Anselmi é “muito bom” e reúne qualidade suficiente para competir com os principais adversários do país. A manutenção dessa mentalidade vencedora é tratada como prioridade estratégica.
Planejamento e reforços pontuais
Dentro desse planejamento, o Botafogo trabalha com a ideia de realizar contratações específicas, que permitam ao treinador argentino implementar seu modelo de jogo e otimizar o uso das peças disponíveis. Um ponto de atenção é a condição física do elenco, após uma temporada anterior marcada pelo acúmulo de lesões em jogadores importantes.
No mercado, a busca se concentra principalmente na contratação de um zagueiro pelo lado direito e de volantes com características distintas: ao menos um com perfil mais defensivo e outro com maior capacidade de construção e chegada ao ataque. Outras posições também podem ser alvo de negociações. No gol, por exemplo, o clube mantém conversas por Andrew, visto como uma oportunidade de mercado por já poder assinar um pré-contrato.
Entre a necessidade de reorganizar as finanças e o compromisso de seguir competitivo, o Botafogo estrutura sua temporada de 2026 equilibrando cautela econômica e ambição esportiva.