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Escritório de Lewandowski recebeu R$ 5 milhões de banco mesmo após ex-ministro assumir a Justiça

Por Cris Menezes 27/01/2026 13:06 Atualizado em 27/01/2026 13:06
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Ricardo Lewandowski teve Master entre seus clientes — Foto: Getty Images via BBC

O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu cerca de R$ 5 milhões do Banco Master pela prestação de serviços de consultoria jurídica. O contrato, firmado antes de ele assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi mantido mesmo após sua nomeação, em fevereiro de 2024.

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A informação foi divulgada pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. Segundo a reportagem, Lewandowski teria sido indicado ao banco pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). A instituição financeira pertence ao empresário Daniel Vorcaro.

De acordo com a coluna, o contrato foi assinado em 28 de agosto de 2023, prevendo pagamentos mensais de R$ 250 mil. Os repasses teriam continuado até setembro de 2025, o que representa mais de um ano e meio após Lewandowski assumir o cargo de ministro no governo federal.

Em nota enviada ao g1, a assessoria de Ricardo Lewandowski confirmou que o ex-ministro prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master após deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023. No entanto, afirmou que ele deixou de atuar em qualquer atividade ligada ao escritório ao assumir o ministério.

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“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, informou a assessoria.

A nota destaca ainda que, ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski se desligou do escritório de advocacia e suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os processos.

Também procurada pelo g1, a assessoria do senador Jaques Wagner afirmou que ele apenas foi consultado sobre a indicação de um jurista. “Lembrou de Ricardo Lewandowski, que havia acabado de deixar o STF. Seguramente, o banco achou a sugestão adequada e o contratou”, diz a nota.

FONTE  G1

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