Uma operação de alta complexidade em águas internacionais coloca o governo dos Estados Unidos e o regime venezuelano em uma nova rota de colisão. Segundo as informações da agência Reuters nesta quarta-feira (7/1), forças norte-americanas alegam ter apreendido o navio petroleiro Bella-1, após uma perseguição que já ultrapassa a marca de 15 dias no Oceano Atlântico.
A crise começou quando a embarcação conseguiu contornar um bloqueio marítimo estabelecido pelos EUA, desenhado especificamente para impedir o tráfego de navios cargueiros sob sanções econômicas. De acordo com fontes oficiais que acompanham o caso sob sigilo, o petroleiro não apenas ignorou as restrições, como também rejeitou ordens diretas de parada.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Algemado, Maduro vestia um chapéu e usava casaco na chegada ao local.Divulgação/Casa Branca Nicolás Maduro usando terno e com semblante sérioReprodução Wikimedia Commons Trump anuncia que EUA vão assumir administração da VenezuelaFoto/Fox
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Diferente de interceptações de rotina, esta operação conta com o suporte direto das Forças Armadas dos EUA, trabalhando em conjunto com a Guarda Costeira. O uso de força militar para garantir a custódia do navio carrega um peso geopolítico significativo depois da prisão de Nicolás Maduro.
Autoridades alertam que a captura do Bella-1 pode deteriorar ainda mais as relações diplomáticas com a Rússia, que atua como aliada estratégica da Venezuela no escoamento de petróleo. A perseguição prolongada em águas internacionais levanta debates sobre os limites da fiscalização de sanções e o risco de um confronto direto.