Moradores do município de Jordão enfrentam dificuldades para acessar benefícios sociais e aposentadorias após o fechamento do único correspondente bancário da cidade. A situação teve início após a deflagração da operação “Patrão”, da Polícia Civil, que investigou empresários suspeitos de reter cartões bancários de indígenas para se apropriar de benefícios sociais.
Com o encerramento das atividades do correspondente bancário em decorrência da operação, o município passou a não contar com nenhuma alternativa para a realização de saques de benefícios pagos pela Caixa Econômica Federal, como aposentadorias e programas sociais. O que inicialmente tinha como objetivo coibir irregularidades acabou agravando ainda mais a situação da população local, que depende do atendimento presencial para acessar recursos básicos.
Diante do cenário, cresce a cobrança para que o poder público municipal adote uma postura mais firme. A administração local é instada a cobrar formalmente da Caixa Econômica Federal uma solução imediata para restabelecer o atendimento bancário no município. A defesa do interesse coletivo é uma obrigação constitucional da gestão pública municipal.
A ausência de medidas efetivas por parte das autoridades locais contribui para a manutenção do prejuízo social, afetando diretamente famílias inteiras que dependem desses recursos para a própria subsistência. Para moradores, o silêncio do poder público diante da crise configura omissão administrativa e desrespeito à população de Jordão.
Diante disso, é considerada urgente a adoção de providências por parte da Caixa Econômica Federal, com a apresentação de uma solução concreta e imediata. Ao mesmo tempo, a população exige que o poder público municipal cumpra seu papel institucional, atuando de forma ativa e responsável na defesa dos direitos dos cidadãos e garantindo que ninguém seja privado de serviços essenciais por falhas de gestão e fiscalização.