Fiscalização flagra chumbinho ao lado de leite durante operação em mercados de Sena Madureira

Foto Ilustrativa

Uma cena encontrada durante a operação de fiscalização em supermercados de Sena Madureira chocou até mesmo as autoridades mais experientes: veneno de rato armazenado ao lado de caixas de leite abertas, no mesmo espaço destinado a alimentos consumidos diariamente por crianças.

O flagrante ocorreu durante ação conjunta do Ministério Público do Acre, Vigilância Sanitária, Procon, Polícia Militar e Polícia Civil, que já havia apreendido quase duas toneladas de alimentos impróprios para consumo.

Mas, segundo o promotor de Justiça Dr. Wanderley Barbosa, o risco envolvendo o veneno elevou o caso a um patamar ainda mais grave.

“Encontramos chumbinho, veneno de rato, junto do leite. Se uma criança ingerisse aquilo, poderia ir a óbito. É extremamente perigoso”, relatou em entrevista exclusiva ao YacoNews.

De acordo com a fiscalização, o produto tóxico estava:

  • no mesmo ambiente de armazenamento de alimentos

  • próximo a caixas de leite abertas

  • sem isolamento adequado

  • em local de fácil acesso

A proximidade entre alimento e veneno poderia causar contaminação cruzada acidental, além do risco de ingestão direta.

Especialistas alertam que o chamado “chumbinho” é altamente letal, podendo provocar intoxicação grave em poucos minutos.

Para o Ministério Público, a situação ultrapassa irregularidade sanitária.

É crime.

O promotor destacou que expor alimentos a substâncias tóxicas configura violação grave das normas de segurança alimentar.

“Não é só falta de cuidado. É colocar a vida das pessoas em risco. Estamos falando de leite, que muitas vezes vai direto para crianças. Isso é inaceitável.”

Diante das irregularidades, os proprietários do estabelecimento foram presos em flagrante, além de responderem a autos de infração sanitária e investigação criminal.

A operação também apreendeu carnes podres, produtos vencidos e alimentos sem procedência, mas o flagrante do veneno chamou atenção especial das equipes.

Segundo Wanderley, novas ações devem ocorrer.

“A população precisa ter segurança ao comprar comida. Quem coloca veneno perto de alimento não pode continuar funcionando normalmente.”

O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil.

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