A crise geopolítica escalou para um nível crítico nesta quarta-feira (14/1), após o regime de Teerã emitir um ultimato direto aos seus vizinhos regionais. Em meio aos protestos no Irã, eles afirmam que, caso os Estados Unidos decidam intervir militarmente no país, as bases norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio se tornarão alvos imediatos de mísseis iranianos.
O aviso foi repassado a nações como Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos, colocando a região em alerta máximo. Segundo uma fonte de alto escalão ouvida pela agência Reuters, a mensagem é clara: os países aliados de Washington devem agir para impedir um ataque ordenado pelo presidente Donald Trump. Caso contrário, suas próprias infraestruturas militares compartilhadas com os americanos entrarão na linha de fogo.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Protestos no IrãReprodução / CNN Protestos no IrãReprodução / CNN Ali KhameneiReprodução / Globo Protestos no IrãReprodução / CNN Ali KhameneiReprodução / Globo Cena dos protestos no IrãReprodução / CNN
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O impacto da ameaça já é visível no Catar, onde diplomatas confirmaram o início da evacuação de parte do pessoal da Base Aérea de Al Udeid, a maior instalação dos EUA na região, que abriga cerca de 10 mil soldados e que já foi palco de conflitos em 2025.
O estopim para a possível intervenção de Trump é a brutalidade com que o regime de Ali Khamenei tem lidado com a revolta popular. O número de mortos nos protestos que varrem o país já ultrapassou a marca de 2.500 vítimas, segundo monitoramento de ONGs de direitos humanos.
Além da violência nas ruas, o Judiciário iraniano anunciou que realizará “julgamentos relâmpago” para processar os mais de 10 mil detidos. Em discurso realizado em Detroit, Donald Trump dirigiu-se diretamente aos manifestantes iranianos, a quem chamou de “patriotas”. “Eles vão pagar um preço muito alto”, garantiu, reforçando a promessa de que “a ajuda está a caminho”.