“Jornal Nacional” expõe detalhes da operação dos EUA que resultou na captura de Maduro

“Jornal Nacional” expõe detalhes da operação dos EUA que resultou na captura de Maduro

O Jornal Nacional exibiu uma reportagem especial com detalhes da operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro, em Caracas, na madrugada deste sábado (3/1). A matéria destrincha as etapas da ação, os recursos empregados e o papel das forças americanas no território venezuelano, em uma ofensiva que, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tinha precedentes desde a Segunda Guerra Mundial.

Segundo informações reveladas na reportagem, Maduro não estava na residência oficial do Palácio de Miraflores no momento do ataque. De acordo com um líder do partido do ditador, ele se encontrava em outra casa, localizada dentro do Forte Tiuna, um complexo militar altamente protegido no sudeste da capital venezuelana. O local vinha sendo usado com frequência por razões de segurança.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Donald Trump e Nicolás MaduroInternet Reprodução Nicolás MaduroRicardo Stuckert / Presidência da República Donald Trump, presidente dos EUAReprodução: YouTube/ABC News

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O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, afirmou que a operação recebeu o nome de Resolução Absoluta e foi planejada ao longo de meses, com integração entre as forças armadas e os serviços de inteligência. Conforme apurou a agência Reuters, a CIA infiltrou agentes para monitorar cada deslocamento de Maduro, incluindo rotinas pessoais, deslocamentos e locais de permanência.

“Descobrimos pra onde ele ia, onde morava, para onde viajava, o que ele comia, o que vestia, quais eram seus animais de estimação”, afirmou o general.

O aval final para a ação foi dado por Donald Trump quatro dias antes da ofensiva. As equipes aguardaram a abertura do tempo em Caracas para reduzir a cobertura de nuvens e facilitar a operação aérea. Na noite de sexta-feira (2/1), as condições se tornaram favoráveis. Parte da capital venezuelana ficou sem energia elétrica, segundo Trump, em decorrência de uma ação conduzida pelos Estados Unidos.

Após cruzarem uma região montanhosa, soldados da Delta Force chegaram de helicóptero ao Forte Tiuna por volta das duas da manhã, no horário local. As aeronaves foram alvo de disparos de militares venezuelanos, mas as tropas americanas romperam o bloqueio e iniciaram buscas dentro do complexo. Segundo Trump, Maduro e a esposa tentaram se refugiar em um bunker, mas não conseguiram fechar a porta a tempo e foram detidos.

Durante a retirada, os helicópteros voltaram a ser atacados, mas a missão foi concluída sem baixas entre os militares americanos. Às 5h30 da manhã, no horário de Brasília, Maduro e Cília Flores chegaram ao navio de guerra Iwo Jima. Trump divulgou uma imagem do ditador na embarcação, com olhos e ouvidos cobertos, segurando uma garrafa de água e aparentando estar algemado.

O casal foi transferido de avião para um aeroporto militar no norte do estado de Nova York. No desembarque, agentes do FBI subiram a bordo e conduziram Maduro e a esposa a um hangar, de onde seguiram de helicóptero até a cidade de Nova York. A operação foi acompanhada em tempo real por Trump, a partir de sua residência na Flórida, ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, do diretor da CIA, John Ratcliffe, e do general Dan Caine.

Ainda segundo a Reuters, os militares americanos chegaram a construir uma réplica exata da residência protegida de Maduro para simular a entrada no local. Drones e aeronaves de guerra acompanharam a operação à distância para garantir a segurança das tropas. A Delta Force, responsável pela captura, é especializada em ações contra terrorismo e resgates de alto risco e foi a mesma unidade que prendeu o ditador panamenho Manuel Noriega, há 36 anos.

Maduro e Cília Flores serão julgados em um tribunal federal no sul de Manhattan. A audiência de custódia está marcada para segunda-feira (5/1). O Departamento de Justiça dos Estados Unidos determinou o confisco de bens do casal e apresentou quatro acusações, entre elas conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e uso de armas de guerra.

O crime de narcoterrorismo prevê pena mínima de 20 anos de prisão. Também foram denunciados o filho de Maduro, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, um ex-ministro da pasta e o chefe do cartel Tren de Arágua.

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