O governo da China enviou Qiu Xiaoqi, enviado especial do presidente Xi Jinping, para uma reunião com Nicolás Maduro na Venezuela. O encontro aconteceu nesta sexta-feira (2/1) em meio à crise que tomou conta da América Latina, após a ofensiva militar dos Estados Unidos na região.
Segundo a mídia estatal venezuelana, a reunião teve como objetivo “fortalecer as relações diplomáticas” entre Caracas e Pequim, além de “consolidar a nova ordem mundial multipolar”.
A visita de Qiu Xiaoqi surge ao passo em que a tensão na América Latina e Caribe se acentua, após o anúncio de um recente ataque dos EUA contra o território da Venezuela.
Desde o início da ofensiva militar norte-americana na região, sob a pretexto de combater o tráfico internacional de drogas, o governo chinês tem criticado as ações do país liderado por Donald Trump no continente.
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Em diversas ocasiões, autoridades de Pequim pediram que os EUA interrompesse sua campanha na região, onde mais de 24 embarcações já foram bombardeadas desde setembro de 2024.
De acordo com Washington, os barcos possuíam ligações com o tráfico de entorpecentes, que teriam como destino final os EUA. Provas concretas das acusações, porém, ainda não foram divulgadas pela administração Trump.
No meio da ofensiva, Maduro também se tornou alvo dos EUA. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do cartel de Los Soles, recentemente classificado como organização terrorista internacional por autoridades norte-americanas — o que, na prática, abriu brechas para justificar possíveis ataques contra o território venezuelano, mirando o grupo.