O ator Mark Ruffalo fez críticas contundentes a Donald Trump durante o tapete vermelho do Globo de Ouro, no domingo à noite. Questionado sobre o broche que usava, com a frase “Be Good” (Seja bom), Ruffalo explicou que a homenagem era para Renee Nicole Good, mulher que foi baleada e morta por um agente do ICE na semana anterior.
“Isso é pela Renee Nicole Good, que foi assassinada”, disse Ruffalo aos jornalistas. O ator aproveitou a oportunidade para comentar sobre sua indignação com a situação nos Estados Unidos. “Temos um vice-presidente que mente sobre os acontecimentos. Estamos no meio de uma guerra com a Venezuela que invadimos ilegalmente”, afirmou.
Sobre Trump, Ruffalo foi enfático: “Ele diz ao mundo que a lei internacional não importa para ele. A única coisa que importa é sua própria moralidade, mas o cara é um criminoso condenado, estuprador condenado, pedófilo. É o pior ser humano do mundo. Se estamos confiando a moralidade dele ao país mais poderoso do mundo, estamos todos em apuros”.
O ator destacou ainda que o broche, usado por outros participantes como Wanda Sykes, foi dedicado às vítimas da violência e à população americana que vive amedrontada e insegura. “Eu sei que sou um deles. Eu amo este país, mas o que estou vendo acontecer aqui não é a América”, declarou Ruffalo.
Ruffalo comentou que, apesar de estar em um evento glamouroso e ter orgulho da indicação ao Globo de Ouro, não poderia permanecer em silêncio diante das injustiças. “Eu quero celebrar, mas isso não é mais normal. Então não sei como poderia ficar quieto”, disse. O ator concorreu ao prêmio por sua atuação na série dramática da HBO Task.
Em entrevista à Sky News, Ruffalo reafirmou sua posição crítica a Trump, chamando o presidente de “inimigo público número um do mundo” e incentivando a população a se engajar em protestos pacíficos, mas disruptivos, para pressionar mudanças no sistema político e social dos EUA.
O ator também elogiou a ativista climática Greta Thunberg e o grupo de protestos Extinction Rebellion, destacando que ações pacíficas e disruptivas são essenciais para combater injustiças e promover transformações. “Está acontecendo em todo lugar. Vamos ter que incomodar as pessoas, nos radicalizar, fazer manifestações e ações pacíficas que parem o sistema”, concluiu Ruffalo.