Morre Manoel Carlos, autor de clássicos da TV brasileira, aos 92 anos no Rio

Morre Manoel Carlos, autor de clássicos da TV brasileira, aos 92 anos no Rio

Autor de algumas das novelas mais marcantes da teledramaturgia nacional, Manoel Carlos morreu neste sábado (10/01), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. Conhecido como Maneco, ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava a Doença de Parkinson, que no último ano comprometeu suas funções motoras e cognitivas. Com uma carreira iniciada ainda na adolescência, o dramaturgo passou por diferentes emissoras até chegar à Globo, em 1972, e deixou um legado que atravessou gerações, além de duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina.

Nascido em 14 de março de 1933, em São Paulo, Manoel Carlos construiu uma carreira que atravessou mais de seis décadas, marcada por um olhar sensível sobre as relações humanas e dramas familiares. Após começar no teatro aos 17 anos, o autor passou por várias emissoras de televisão antes de se firmar na TV Globo em 1972, inicialmente como diretor-geral do programa Fantástico. Ao longo dos anos, Maneco consolidou-se como um dos maiores autores de novelas do país.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Taís Araújo, Regina Duarte e Christiane Torloni quando interpretaram alguma Helena de Manoel CarlosReprodução Instagram/montagem Manoel CarlosReprodução/@produtoraboapalavra Globo é acionada na Justiça por família de Manoel CarlosReprodução/Instagram/@umanovelademanoelcarlos Divulgação/ TV Globo Manoel Carlos/Globo

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Manoel Carlos era reconhecido especialmente por suas narrativas que giravam em torno de personagens femininas fortes, muitas vezes batizadas como Helena, que atravessaram décadas e marcaram gerações de telespectadores. Entre os títulos mais lembrados estão Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida e Viver a Vida, novelas que tratavam de temas universais como amor, família, conflitos e superação.

O cenário carioca, em particular o bairro do Leblon, também tornou-se quase um personagem de suas obras, refletindo um retrato singular da vida urbana e dos vínculos familiares.

Além de novelista, Manoel Carlos atuou como diretor, produtor, escritor e até ator, deixando uma marca profunda na história da televisão brasileira. Sua trajetória inclui passagens pela extinta TV Tupi e outras emissoras antes da consagração na Globo, onde desenvolveu sua linguagem dramatúrgica única, com diálogos humanos e cotidianos.

Manoel Carlos deixa duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que também colaborou em vários de seus projetos. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e solicitou respeito à privacidade neste momento de luto. O velório será reservado a familiares e amigos próximos, conforme informado por fontes próximas à família.

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