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ACRE

MPAC denuncia 76 investigados por envolvimento com o Comando Vermelho na Operação Casa Maior

Por Cris Menezes 30/01/2026 13:42 Atualizado em 30/01/2026 13:42
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou denúncia à Justiça contra 76 pessoas investigadas na Operação Casa Maior, deflagrada no último dia 13, em ação integrada com a Polícia Civil do Acre.

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As investigações apontaram que a facção criminosa Comando Vermelho atuava de maneira estruturada, estável e permanente, com ramificações tanto dentro quanto fora do sistema prisional, além de atuação no Acre e em outros estados do país. Também foi constatado que detentos exerciam funções de liderança, mantendo articulação direta com integrantes em liberdade e com membros localizados em outras unidades da federação.

De acordo com a denúncia, os investigados estavam distribuídos em núcleos distintos da organização criminosa, com divisão clara e hierarquizada de tarefas, envolvendo funções de comando, disciplina interna, arrecadação de recursos, logística e gerenciamento financeiro das atividades ilícitas.

As apurações também identificaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, realizado por meio do uso de contas bancárias de terceiros, depósitos fracionados e rápida movimentação de valores, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos, principalmente oriundos do tráfico de drogas, roubos e outros crimes.

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Conforme a participação individual de cada investigado, os 76 denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa armada, previstos na Lei nº 12.850/2013, com incidência de causas de aumento, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico de entorpecentes, além de outras infrações penais conexas.

A Operação Casa Maior é considerada um dos maiores esforços recentes de combate ao crime organizado no Acre, destacando a importância da atuação integrada entre o MPAC, por meio do Gaeco, e a Polícia Civil, com foco na responsabilização penal dos envolvidos, na desarticulação da estrutura financeira da facção e no enfraquecimento de seu poder de comando.

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