O filho de Nicolás Maduro, Nicolás Maduro Guerra, pronunciou-se sobre os últimos acontecimentos na Venezuela. Na última segunda-feira (5/1), ele afirmou publicamente que o país não irá se render aos Estados Unidos, responsável pela captura do ditador na semana passada. O herdeiro ainda destacou a posição de resistência da nação diante das pressões internacionais após a operação norte-americana.
Durante o discurso na Assembleia Legislativa da Venezuela, o filho do político enfatizou: “Nós exigimos respeito. Nós não estamos nos rendendo. Este é um país soberano. E nós temos boas relações com todo o mundo e não vamos nos dobrar às ameaças”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Nicolás Maduro GuerraReprodução/Assembleia Nacional da Venezuela EUA detalhou operação que levou à captura de Nicolás Maduro na VenezuelaReprodução/Globo Nicolás MaduroRicardo Stuckert / Presidência da República Nicolás MaduroReprodução: Internet
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Ele também citou as declarações da atual presidente em exercício, Delcy Rodríguez, que reiterou antes a mesma posição de não submissão às pressões externas. Para Guerra, essa diretiva representa “uma mensagem para todo mundo, para garantir o respeito ao país diante das ameaças à nossa economia”.
Os países estão divididos quanto ao futuro político da Venezuela. Enquanto alguns defendem a realização de novas eleições, outros apoiam a permanência da atual presidente em exercício. Durante a sessão na Assembleia, Guerra também citou a intenção de indicar um candidato para as próximas eleições, descrevendo-o como alguém “que tem uma experiência extensa em política e uma consciência política inigualável do processo político”.
Ainda no mesmo dia, Maduro e a esposa, Cilia Flores, declararam inocência na primeira audiência em um tribunal federal de Manhattan, Nova Iorque, EUA. O casal responde por crimes de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse ilícita de metralhadoras e explosivos e conspiração para o uso de armas pesadas no narcotráfico.
No último sábado (3/1), o ditador foi capturado por militares estadunidenses em uma operação que resultou na morte de 80 pessoas, segundo o jornal The New York Times.