Neurologistas explicam o que pode ter causado convulsão de Henri Castelli no “BBB26”

Neurologistas explicam o que pode ter causado convulsão de Henri Castelli no “BBB26”

Um momento de extrema apreensão marcou a primeira prova do líder de resistência do “BBB26”. Durante a dinâmica transmitida ao vivo, o ator Henri Castelli sofreu uma crise convulsiva, levando a produção a interromper imediatamente a disputa para prestar socorro. O participante foi retirado da área da prova, recebeu atendimento médico e, segundo informações, encontra-se consciente e em observação, mas o episódio acendeu um alerta dentro e fora da casa. A situação levantou dúvidas sobre as causas do problema de saúde e, principalmente, sobre a possibilidade de Henri seguir no reality. Para esclarecer o caso, o portal LeoDias ouviu neurologistas, que explicaram os fatores que podem desencadear uma convulsão em ambientes de alta pressão, como o confinamento do Big Brother Brasil.

De acordo com o médico João Marcello Branco, crises convulsivas não estão restritas a pessoas com doenças neurológicas prévias. Ele destaca que qualquer indivíduo pode apresentar o quadro, a depender das condições físicas e emocionais enfrentadas. “É importante a gente falar o seguinte: todo mundo pode ter convulsão. O que depende, que isso é individual, é o limiar convulsivo. O que é isso? É a capacidade que o corpo tem, e isso é individual, de travar esse curto-circuito no cérebro que é a convulsão, falando de uma maneira mais popular”, explica o especialista.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Henri Castelli no BBB26Reprodução / X Henri Castelli durante a prova do líderReprodução / X Henri Castelli convulsiona durante prova do líderReprodução / X Henri CastelliReprodução Instagram Henri Castelli Henri Castelli foi anunciado no “BBB26” nesta segunda-feira (12/1).Divulgação/BBB26 Henri CastelliFoto: Manuela Scarpa/Brazil News Henri Castelli é torcedor fanático do São Paulo (Reprodução) Henri CastelliReprodução Reprodução Foto: Divulgação Leo Dias Leo Dias Reprodução Leo Dias Leo Dias

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No contexto do BBB26, fatores como estresse intenso, provas extenuantes, restrição alimentar, privação de sono e grande carga emocional podem favorecer a ocorrência desse tipo de episódio, mesmo em pessoas consideradas saudáveis.

“Em situações extremas, principalmente níveis de estresse muito alto e principalmente se a pessoa também está com restrição calórica energética, por exemplo, a hipoglicemia… Esse conjunto de fatores, como estresse elevado, restrição de comida e muita adrenalina, faz com que o limiar de suportar convulsão baixe, e aí a convulsão acontece”, detalha João Marcello.

O médico ainda relembra um caso famoso do esporte para ilustrar como o estresse pode ser determinante. “Um caso muito famoso aconteceu com o Ronaldo Fenômeno na Copa do Mundo. Em nenhum outro momento foi relatado que o Ronaldo teve outra convulsão. Ali, naquele momento, a cobrança muito forte e o estresse muito alto levaram à convulsão.”

Sequelas da agressão sofrida em 2020
No caso de Henri Castelli, a situação chama ainda mais atenção pelo histórico da agressão sofrida pelo ator em 2020, durante um pré-Reveillon em Barra de São Miguel, em Alagoas. Na ocasião, ele teve fratura exposta na mandíbula, perdeu um dente e ficou com sequelas permanentes, como parestesia e dormência no rosto, além de ter passado por cirurgias e tratamento psicológico. As lesões foram confirmadas por perícia judicial.

Ao portal LeoDias, o neurologista Dr. Sergio Jordy, explica que situações extremas durante uma prova de resistência podem, sim, contribuir para o surgimento de crises. “Geralmente em indivíduos normais a atividade física não ocasiona convulsões exceto em situações extremas que possam causar distúrbios metabólicos hipoglicemia hipertermia entre outros”.

Segundo ele, o histórico de trauma pode ter relação direta com o episódio ocorrido no reality. “Pode haver sim uma relação pois no caso de ter havido lesão cerebral prévia o cérebro fica mais suscetível a exposição de situações acima citadas que podem atuar como gatilho no desencadeamento de uma crise”.

Dr. Sergio Jordy também destaca que traumas graves, mesmo antigos, podem aumentar o risco de crises convulsivas ao longo do tempo. “Esse relato de trauma com fratura fratura na face mandíbula expõe que a energia para causar essas lesões foi muito grande aumentando o risco de ter havido concussão ou lesão cerebral direta o que por si só pode causar confusões e até o desenvolvimento de uma epilepsia secundária principalmente quando exposto a situações de alto estresse físico e emocional”.

As sequelas relatadas por Henri reforçam essa possibilidade. “Essas sequelas do traumatismo pregresso demonstram que de fato pode ter havido lesão cerebral naquela época contribuindo com o quadro atual de uma crise”.

O confinamento e a pressão psicológica do programa também entram na lista de possíveis gatilhos. “Conforme citado anteriormente o estresse físico e mental pode sim ser o desencadeador de um evento de crise convulsiva principalmente quando há histórico de lesão nerologica pregressa”, afirma o neurologista.

Após uma crise convulsiva, a avaliação médica é indispensável. “Geralmente a investigação compreende exames para avaliar o metabolismo e saúde geral do indivíduo e também exames específicos neurológicos como o eletroencefalograma que avalia a atividade elétrica cerebral e uma imagem que muitas vezes é a ressonância magnética que avalia estruturalmente o sistema nervoso central”, explica.

Segundo os especialistas, uma convulsão isolada não significa, necessariamente, epilepsia. “Um evento único de crise não configura necessariamente o quadro de epilepsia principalmente quando se acha uma causa externa que possa ser reversível a epilepsia é um quadro de crises recorrentes que necessita de caracterização e diagnóstico dado por um neurologista”.

Quanto à possibilidade de retorno imediato ao jogo, o cuidado precisa ser redobrado. “Antes de qualquer atividade o paciente deve ser investigado quanto as reais causas da crise e geralmente mantido em repouso temporário”, pontua Dr. Sergio Jordy.

A produção e os colegas de confinamento também devem ficar atentos a sinais de alerta. “Deve-se primeiramente ter uma avaliação neurológica e exames e acompanhamento com neurologista e pôde-se observar se há alterações do nível de consciência confusões abalos musculares olhar fixo ou desvio de olhar quedas (desmaio) lentificacao ou sonolência dificuldade para falar”.

Mesmo que não haja novos episódios, o acompanhamento médico é fundamental. “O paciente deve ter acompanhamento neurológico contínuo não só por esse episódio como pelas sequelas anteriores com avaliação da evolução do quadro e avaliação de uso de medicamentos e exames rotineiros”.

Diante desse protocolo, a ida de Henri Castelli ao hospital é considerada obrigatória e pode impactar diretamente sua permanência no BBB26. Em situações como essa, a produção do programa costuma priorizar a saúde e a segurança do participante, mesmo que isso signifique sua saída definitiva do reality.

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Tags: bbb26Henri CastelliReality ShowSAÚDE