Nizo Neto rebate críticas ao remake da “Escolinha do Professor Raimundo”: “É uma paródia”

Nizo Neto rebate críticas ao remake da “Escolinha do Professor Raimundo”: “É uma paródia”

Veterano da televisão, do humor e da dublagem, o humorista Nizo Neto abriu o jogo em entrevista que vai ao ar nesta quinta-feira (29/1) no “Tiktal Podcast”, apresentado por Rei Dias. O portal LeoDias teve acesso exclusivo ao programa antes de sua transmissão no canal do YouTube, onde Nizo revisitou momentos marcantes da trajetória e falou sobre os rumos da profissão. Além disso, não fugiu de temas pessoais delicados, entre eles, os bastidores da “Escolinha do Professor Raimundo” de 2015, produzida pelo irmão, Bruno Mazzeo.

O artista saiu em defesa da nova versão, explicando que a proposta nunca foi repetir o passado, mas reinterpretá-lo. Segundo ele, o público de hoje espera uma linguagem mais atual e elaborada, e o projeto seguiu exatamente essa direção. Para o ator, a nova “Escolinha” funciona como uma paródia-homenagem, com comediantes contemporâneos recriando personagens clássicos, e não como uma simples reprise do elenco original: “Aquilo ali é uma paródia. Tem um outro babaca aí que veio com esse papo de que ‘tinha que botar os que estão vivos’. Cara, isso é outro programa! Qual vai ser o critério? Tem cinco vivos. E os outros? Vai fazer uma ‘Escolinha’ nova? Não, a ideia é uma homenagem, fazendo uma paródia, que é um estilo de humor, com comediantes atuais imitando os antigos”, disse. A citação indireta remonta a uma crítica feita pelo humorista Paulo Cintura, que, em entrevista a Fábio Porchat em 2018, criticou o remake.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Nizo Neto em entrevista ao TikTal PodcastReprodução: TikTal Podcast Nizo Neto e Chico Anysio como Seu Ptolomeu e Professor RaimundoReprodução: YouTube/
Brasibes Nizo Neto e Bruno MazzeoReprodução: Instagram/@eumazzeo Nizo Neto, Bruno Mazzeo e Lug de PaulaFoto: Arquivo pessoal Nizo NetoDivulgação: Rogerio Pallatta/SBT

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Nizo revelou ainda que escreveu as três primeiras temporadas do projeto e que a própria emissora optou por desenvolver textos inéditos, em vez de reutilizar roteiros antigos, o que, segundo ele, elevou a qualidade do resultado final. Ele reconhece que comparações com a versão clássica são inevitáveis, mas reforça que nunca haveria como ficar idêntico, justamente por serem outros intérpretes: “A comparação é inevitável, mas vamos partir desse princípio: não vai ficar igual. São outras pessoas”, afirmou.

O humorista também explicou o critério adotado na escalação: ninguém do elenco original poderia repetir seus antigos papéis, justamente para garantir uma renovação completa. Para Nizo, a escolha foi correta e coerente com a proposta. O ator concluiu que, após a homenagem inicial, o sucesso abriu caminho para novas temporadas: “Teve quatro temporadas que depois já não eram mais uma homenagem. A homenagem foi na primeira. Deu certo, agora vamos ganhar dinheiro, né?”, ironizou

Família e legado do pai
Ao falar da família, o nome de Chico Anysio, seu pai, naturalmente entrou na conversa. Nizo lembrou a disciplina do humorista e comentou como acredita que o pai lidaria com o atual cenário de redes sociais e cultura do cancelamento. Segundo ele, Chico sempre soube se adaptar às mudanças; inclusive durante períodos de censura na ditadura.

Perguntado se há um certo incômodo ao sempre relacionarem o artista com o pai em entrevistas, Nizo foi direto ao ponto: respondeu que já sofreu com isso, mas percebeu que não há escapatória nessa forte relação. “Nós trabalhamos juntos durante muitos anos, tinha o negócio de que queria ter o filho ‘assim’ na Escolinha… Minha imagem realmente ficou muito ligada a dele e não tem como escapar disso, é uma bobagem. Vou remar contra a maré. E depois, é motivo de muito orgulho. Não é todo mundo que tem um pai desse. Uma das coisas mais incríveis da minha vida é ser filho do Chico Anysio”, argumentou.

Em um dos momentos mais sensíveis da entrevista, Nizo falou sobre o luto pela morte do filho, Rian. A partir da experiência pessoal, fez um alerta sobre o uso de substâncias psicodélicas, citando a ayahuasca, sem controle ou acompanhamento, defendendo que dividir sua história pode ajudar outras famílias.

A dublagem e a IA
Conhecido por dar voz a personagens icônicos como Presto, de “Caverna do Dragão”; e Ferris Bueller, de “Curtindo a Vida Adoidado”, Nizo comentou sobre o avanço da Inteligência Artificial (IA) no mercado de voz. Para ele, a tecnologia é inevitável, mas ainda não substitui o fator humano. “O segredo da nossa dublagem ser tão boa – que estamos entre as três melhores do mundo – é muito adaptação. Como em ‘As Branquelas’, aquele molho que você dá, que a IA, pelo menos por enquanto, não vai conseguir fazer”, afirmou, destacando o prestígio da dublagem brasileira no cenário mundial.

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