A captura de Nicolás Maduro por militares dos Estados Unidos mexeu na política da Venezuela, e agora, o que pode acontecer com o país após a operação? A reportagem do portal LeoDias explica. Mas antes, vale relembrar que o ditador é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados com armas automáticas.
Na última segunda-feira (5/1), na primeira audiência, o político e a esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes e ele destacou: “Eu ainda sou o presidente do meu país”. A próxima audiência será somente no dia 17 de março, em um tribunal dos EUA.
Veja as fotosAbrir em tela cheia EUA detalhou operação que levou à captura de Nicolás Maduro na VenezuelaReprodução/Globo Algemado, Maduro vestia um chapéu e usava casaco na chegada ao local.Divulgação/Casa Branca Nicolás Maduro usando terno e com semblante sérioReprodução Wikimedia Commons Nicolás MaduroRicardo Stuckert / Presidência da República
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Enquanto isso, na Venezuela, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina ontem, mesmo Donald Trump afirmando que está no comando e não tenha afastado a ideia de uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.
Posição dos Estados Unidos
O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, definiu o envolvimento americano na Venezuela como uma “operação militar em andamento”, mesmo que o governo tenha declarado que a captura de Maduro foi uma ação policial.
Para a CNN, ele disse que os Estados Unidos estão usando seu controle sobre a economia da Venezuela como forma de pressionar o novo governo a fazer o que Trump quer. Conforme declaração do chefe de gabinete, a Casa Branca não descartou futuras acusações contra autoridades venezuelanas.
Plano dos Estados Unidos
O líder da maioria no Senado, John Thune, falou que as perguntas sobre os próximos passos para o controle dos EUA sobre a Venezuela poderiam ser respondidas em um futuro próximo, enquanto outros parlamentares expressaram dúvidas de que Trump tenha um plano claro para o país da América do Sul.
Líder da oposição venezuelana promete voltar à Venezuela
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, disse que se programa para retornar ao país o mais rápido possível. Ela afirmou que não fala com Trump desde outubro.
Ele e outros políticos do governo americano não aceitaram os apelos para que a líder da oposição assuma a presidência, argumentando que ela não tem legitimidade, o que gerou críticas.
Petróleo
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, vai se reunir com executivos do setor de petróleo esta semana para debater a Venezuela.
Trump estimou que as empresas petrolíferas levarão menos de um ano e meio para reconstruir a infraestrutura energética do país.
Washington também planeja interceptar um petroleiro ligado à Venezuela, sobre o qual a Rússia reivindica jurisdição, para impor seu bloqueio na costa venezuelana, apontaram fontes da CNN.
Trump ameaça
Trump fez ameaças e avisos a outros países que considera não cooperativos. Declarou que poderia tomar medidas militares na Colômbia, afirmou ao México para “se organizar” em relação às drogas e disse que os EUA “precisam da Groenlândia”.