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POLICIAL

Operações Cartório Central e Casa Maior desarticulam esquema criminoso no Acre

Por Cris Menezes 28/01/2026 13:14 Atualizado em 28/01/2026 13:14
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Polícia Civil avança na investigação do fluxo financeiro de organizações criminosas. Foto: cedida

A Polícia Civil do Acre (PCAC) efetuou duas prisões relevantes no início desta semana durante ações distintas de combate às organizações criminosas em atuação no estado. As prisões fazem parte das operações “Cartório Central” e “Casa Maior”, que têm como foco o enfrentamento a crimes como extorsão, tráfico de drogas e esquemas de arrecadação ilegal de recursos.

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Na primeira ação, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) deu cumprimento a dois mandados de prisão no âmbito da megaoperação “Cartório Central”, deflagrada de forma simultânea nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. No território acreano, os investigados foram localizados e presos conforme determinações judiciais expedidas no curso das investigações.

A operação visa desarticular uma organização criminosa que mantinha um sistema estruturado de arrecadação e repasse financeiro, envolvendo cobrança de dívidas ilegais, comércio de entorpecentes e imposição de normas internas aos seus membros. Segundo o coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), Pedro Paulo Buzolin, o foco é enfraquecer a base financeira dessas facções. “Essas organizações criam estruturas paralelas para controlar territórios e movimentar grandes volumes de dinheiro ilícito. Nosso trabalho é quebrar essa engrenagem financeira e operacional”, ressaltou.

A segunda prisão ocorreu durante a operação “Casa Maior”, realizada pela Polícia Civil com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Na ação, foram cumpridos um mandado de prisão e dois de busca e apreensão, todos em Rio Branco. O suspeito é investigado por extorquir comerciantes do bairro Estação Experimental, exigindo pagamentos ilegais para permitir o funcionamento dos estabelecimentos.

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Durante as diligências, os policiais apreenderam anotações financeiras e panfletos relacionados a empréstimos de dinheiro com cobrança de juros. De acordo com Buzolin, as investigações continuam. “Estamos aprofundando a análise do material apreendido para identificar o fluxo financeiro, localizar outros envolvidos e ampliar a responsabilização criminal, com previsão de novas fases da operação”, concluiu.

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