OUÇA: Sibá Machado comenta crise na Venezuela e critica intervenção estrangeira em entrevista ao Programa Sorriso Show

O ex-deputado federal pelo Acre Sibá Machado concedeu entrevista ao Programa Sorriso Show, da Rádio Avalanche FM 102.7, nesta segunda-feira (05), onde fez uma análise ampla sobre a crise internacional envolvendo a Venezuela, a atuação dos Estados Unidos na América Latina e os reflexos desse cenário para o Brasil.

Durante a conversa com o jornalista Sorriso Show, Sibá afirmou que a chamada “captura” do presidente Nicolás Maduro não pode ser analisada de forma isolada. Para ele, o episódio deve ser compreendido dentro de um contexto histórico de intervenções estrangeiras na América Latina, motivadas, segundo sua avaliação, por interesses econômicos e geopolíticos, especialmente ligados ao petróleo.

Sibá criticou o uso do termo “ditadura” para classificar o governo venezuelano, afirmando que, historicamente, as ditaduras mais violentas da região foram regimes militares apoiados por potências estrangeiras. Na avaliação do ex-parlamentar, o foco real da crise não está em democracia ou combate ao crime, mas sim na disputa por controle de recursos naturais estratégicos e na influência da Venezuela em blocos internacionais como o BRICS.

Ao comentar a posição brasileira, Sibá destacou que o governo do presidente Lula tem adotado uma postura de defesa da soberania dos países e rejeição a qualquer solução militar. Segundo ele, o Brasil tem se posicionado oficialmente contra ações unilaterais e a favor da negociação diplomática, inclusive em alinhamento com outros países da América Latina e da Europa.

O ex-deputado também alertou para os riscos de precedentes internacionais, afirmando que a prisão ou retirada de um chefe de Estado por forças estrangeiras, sem guerra declarada, fragiliza o direito internacional e pode estimular novas intervenções em diferentes regiões do mundo.

Outro ponto abordado na entrevista foi a preocupação com interferências externas em processos eleitorais. Sibá afirmou que a influência internacional nem sempre ocorre por meios militares, mas também por instrumentos econômicos, políticos e tecnológicos, o que, segundo ele, exige vigilância constante das instituições democráticas.

Ao final, Sibá Machado avaliou que o mundo vive um período de forte tensão entre grandes potências e que países da América Latina precisam fortalecer sua autonomia, defendendo soluções pacíficas, respeito à soberania nacional e o diálogo como caminhos para enfrentar crises globais.

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