Após a divulgação de um alerta feito por uma moradora de Sena Madureira sobre a venda de roupas com defeito em uma loja localizada na Praça 25 de Setembro, o proprietário do estabelecimento entrou em contato com a redação para contestar a versão apresentada.
Segundo o empresário, a compra mencionada pela cliente foi realizada no período do Natal, no dia 24 de dezembro, e não recentemente. Ele afirma que a consumidora foi atendida normalmente pela vendedora, experimentou a peça, foi informada previamente sobre um defeito em um botão e, diante disso, recebeu desconto no valor do produto.
De acordo com o proprietário, a cliente saiu da loja ciente da condição da peça, inclusive relatando que faria ajustes por conta própria em uma malharia. “A vendedora explicou a situação, deu desconto e deixou tudo claro para ela. Ela concordou, levou a peça e saiu satisfeita”, afirmou.
O comerciante destacou ainda que o contato da cliente pedindo a troca só ocorreu mais de sete dias após a compra, o que, segundo ele, não se enquadra nas regras do Código de Defesa do Consumidor para compras realizadas presencialmente.
“O cliente foi até a loja, escolheu o produto, experimentou, viu o defeito, recebeu desconto e levou ciente. O CDC só garante o direito de arrependimento em compras feitas fora do estabelecimento, como pela internet”, explicou.
Ele também ressaltou que a loja mantém atendimento online ativo por meio do Instagram e WhatsApp, inclusive com histórico de respostas, e que nenhum contato formal teria sido feito pela cliente dentro do prazo considerado razoável.
O proprietário lamentou a repercussão negativa do caso e afirmou que a loja atua com responsabilidade e compromisso com os consumidores. Segundo ele, diversas trocas foram realizadas normalmente no período natalino, inclusive por tamanho inadequado, reforçando que a empresa busca sempre resolver situações de forma amigável.
“É muito difícil ver a imagem de um trabalhador sendo manchada. Somos uma empresa pequena, lutando para sobreviver em um mercado difícil, com impostos altos. Trabalhamos com honestidade e respeito ao cliente”, declarou.
Por fim, o empresário reforçou que a loja não vende produtos com defeito sem informar o cliente, e que, quando há alguma avaria visível, a prática adotada é oferecer desconto ou orientar sobre pequenos ajustes, sempre com o consentimento do consumidor.