“Três Graças” exibe morte brutal e esquartejamento inspirado em crime de Elize Matsunaga

“Três Graças” exibe morte brutal e esquartejamento inspirado em crime de Elize Matsunaga

O destino de Célio (Otávio Müller) em “Três Graças” vai ultrapassar o limite do melodrama e remeter diretamente a um dos crimes mais chocantes do noticiário brasileiro: o esquartejamento de Marcos Matsunaga, assassinado em 2012 por Elize Matsunaga. Assim como no caso real, a novela não ficará apenas no assassinato — avançará para o planejamento frio e meticuloso para fazer um corpo desaparecer.

Célio terá um fim macabro, digno de manchete policial. Como a coluna antecipou no dia 17 de dezembro, Arminda (Grazi Massafera) se recusará a dar dinheiro a ele depois de uma incursão pela Chacrinha. A discussão termina de forma brutal: ela enfia um salto agulha no peito dele e o empurra escada abaixo, selando sua morte em cenas previstas para ir ao ar a partir do dia 27.

Mas a sequência mais perturbadora começa depois. Diante do cadáver, Arminda entra em pânico ao perceber que precisa se livrar do corpo. É nesse momento que a misteriosa Helga (Kelzy Ecard) revela sua face mais sinistra. Fria e objetiva, ela se oferece para “resolver o problema” e confessa à patroa que tem experiência no assunto — já tendo esquartejado três ex-maridos.

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A naturalidade da cuidadora deixa até Arminda perplexa. Ao iniciar os preparativos para o “serviço”, Helga pergunta se há “uma faca bem pontuda na cozinha”. Horrorizada, a vilã questiona se a cúmplice pretende “desossar o morto feito um peru de Natal” em plena sala. Helga responde com frieza absoluta que matar não é difícil — o complicado é sumir com o corpo.

A fala e a logística do crime aproximam ainda mais a ficção do caso Matsunaga. Assim como ocorreu na investigação real, o horror não está apenas no assassinato, mas na frieza com que o esquartejamento é tratado como procedimento técnico. Na novela, o corpo de Célio será dividido e colocado em malas — imagem que dialoga diretamente com o crime que chocou o país e ainda permanece vivo na memória coletiva.

Para despistar a família de Célio, Arminda inventa que pagou uma fortuna para que o malandro viajasse para o Nordeste. A farsa, no entanto, dura pouco. Na manhã seguinte, Helga é vista deixando a mansão empurrando três malas grandes com rodinhas — imagem simbólica que sela de vez o paralelo com o crime real.

Questionada por Gerluce (Sophie Charlotte) sobre o destino das bagagens, Helga responde de forma gélida que elas estão sendo despachadas “pro inferno”.

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