O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA irão “administrar” a Venezuela de forma interina e anunciou a entrada de petroleiras norte-americanas no país. A declaração foi feita após operações militares que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, levados para Nova York em um navio de guerra dos EUA.
Segundo Trump, o governo norte-americano assumirá o controle da Venezuela por meio de um grupo ainda não divulgado, até que seja possível uma transição “adequada, justa e legal”. “Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou.
Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que ainda não definiu o futuro político do país e negou apoio imediato à líder opositora María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz em 2025, por considerar que ela “não tem respeito interno na Venezuela”. O presidente disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, mantém diálogo com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que estaria “disposta a fazer o que for preciso”.
Doutrina Monroe e domínio americano
Trump citou a Doutrina Monroe, política histórica de 1823, afirmando que o “domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”. Ele acrescentou que a operação reforça a nova estratégia de segurança nacional dos EUA, que busca reafirmar a influência americana na região.
Exploração do petróleo
O presidente anunciou ainda que petroleiras norte-americanas começarão a atuar na indústria venezuelana, que ele classificou como “roubada” pelo governo Maduro. “Vamos fazer o petróleo fluir. Nossas gigantescas companhias vão investir bilhões para restaurar a infraestrutura e gerar lucro para os EUA”, afirmou.
Operação militar
Trump descreveu a captura de Maduro como a maior operação militar americana desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo ele, a ação durou apenas 47 segundos e envolveu forças aéreas, terrestres e marítimas. Questionado sobre o Congresso, o presidente admitiu que os parlamentares foram informados após a ação, temendo vazamentos.
O presidente venezuelano e sua esposa estão a caminho de Nova York, mas Trump não detalhou o local de detenção ou a data do julgamento nos EUA.
O líder norte-americano também não descartou novas ofensivas no território venezuelano, afirmando não temer enviar tropas caso “maus elementos” do regime permaneçam no país.