O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou neste sábado (3/1) que o país sempre defendeu o direito das nações de viverem livres de ditaduras, opressão e violações dos direitos humanos, e criticou duramente o regime de Nicolás Maduro.
Em declaração, Sybiha destacou que o governo venezuelano violou “todos os princípios de liberdade e democracia em todos os aspectos”, apontando crimes generalizados, violência, tortura, fraude eleitoral e destruição do Estado de Direito.
“A Ucrânia não reconheceu a legitimidade de Maduro após as eleições fraudulentas e a violência contra manifestantes, assim como dezenas de outros países em diferentes partes do mundo”, afirmou.
Ukraine has consistently defended the right of nations to live freely, free of dictatorship, oppression, and human rights violations. The Maduro regime has violated all such principles in every respect.
Democratic countries and human rights organizations across the globe have…
— Andrii Sybiha
(@andrii_sybiha) January 3, 2026
A fala do chanceler ucraniano ocorre após a captura de Maduro pelos Estados Unidos, durante uma ofensiva militar em Caracas, que também resultou na prisão de sua esposa, Cília Flores. A operação levou o governo venezuelano a solicitar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
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O ministro enfatizou que “o povo da Venezuela deve ter a chance de uma vida normal, segurança, prosperidade e dignidade humana” e que a Ucrânia continuará a apoiar o direito dos venezuelanos à liberdade e ao respeito às suas liberdades fundamentais. Sybiha ainda ressaltou que o país prioriza relações internacionais baseadas na democracia, nos direitos humanos e nos interesses do povo venezuelano.
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Maduro é próximo a Putin
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Nicolás Maduro
Jesus Vargas/Getty Images
Nicolás Maduro
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Rússia em prol de Maduro
Em contrapartida, a Rússia pediu “esclarecimentos imediatos” sobre a situação e alertou para uma possível violação da soberania venezuelana, classificando a retirada de Maduro e da primeira-dama como um “ato inaceitável” e um desafio ao direito internacional.
“O respeito à soberania é um princípio fundamental do direito internacional”, disse o ministério russo, reforçando que qualquer justificativa apresentada pelos EUA para a operação seria considerada “insustentável”.
Governo mobilizado
O ministro da Defesa venezuelano, general Vladimir Padrino López, classificou os bombardeios como uma “agressão militar criminosa” e anunciou a mobilização de todas as capacidades das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).
Segundo ele, o país entrou em estado de comoção externa, ativando prontidão operacional total com recursos terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis. A medida prevê uma articulação completa entre forças militares, policiais e organizações populares para formar um “bloco de combate” em defesa da soberania nacional.