Universal inicia seleção da versão brasileira do reality “The Traitors” em fevereiro

Universal inicia seleção da versão brasileira do reality “The Traitors” em fevereiro

O Brasil vai ganhar mais um reality show de peso nos próximos meses. A Universal prepara a versão brasileira de “The Traitors”, formato que virou febre internacional ao apostar em estratégia psicológica, blefe e jogo de manipulação; bem diferente dos realities tradicionais baseados apenas em convivência.

Nos bastidores, a produção já está em movimento. Marcello Coltro, produtor da Universal, iniciou a busca por participantes da edição brasileira e deve visitar o Brasil em fevereiro, justamente para avançar nas negociações e no processo de seleção do elenco. A movimentação acontece em paralelo à estreia da quarta temporada do reality, que tem previsão de chegar ao Brasil ainda em fevereiro, reforçando a aposta da empresa no formato também por aqui.

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Lá fora, “The Traitors” não é apenas um sucesso de público. A série de competição apresentada por Alan Cumming se tornou também um fenômeno de crítica e prestígio, tendo conquistado dois prêmios Emmy consecutivos, um feito raro no universo dos realities. O reconhecimento ajudou a impulsionar o formato para diversos países, sempre mantendo sua essência: tensão constante, paranoia e reviravoltas que mudam o jogo a cada episódio.

A dinâmica é simples de entender, mas difícil de jogar. Logo no início, o elenco é dividido em dois grupos: Fiéis e Traidores. A divisão é secreta. Apenas os Traidores sabem quem faz parte do grupo, enquanto os Fiéis precisam descobrir, ao longo do jogo, quem está mentindo.

Os Traidores têm um objetivo claro: eliminar os Fiéis sem serem descobertos. Se ao menos um deles chegar à final, o prêmio fica com os Traidores. Já os Fiéis precisam usar observação, estratégia e leitura de comportamento para identificar e eliminar todos os Traidores antes da decisão final. Se conseguirem, dividem o prêmio entre si.

O jogo acontece em ciclos. Durante o dia, todos participam juntos de missões e desafios, que podem ser físicos ou mentais, e que servem para aumentar o valor do prêmio final. Nessa etapa, Traidores e Fiéis atuam lado a lado, fingindo estar no mesmo time. À noite, o clima muda completamente. Em reuniões secretas, apenas os Traidores se encontram para decidir qual Fiel será “assassinado” e eliminado do jogo, sem votação ou chance de defesa.

No dia seguinte, vem o momento mais tenso do reality: a mesa redonda. É ali que os participantes discutem, trocam acusações e votam em quem acreditam ser um Traidor. O mais votado é eliminado e revela publicamente se era Fiel ou Traidor, o que pode virar o jogo de cabeça para baixo.

O diferencial de “The Traitors” está justamente aí. Não vence quem é mais popular, mais carismático ou mais barulhento. Muitas vezes, quem fala demais vira alvo rápido. Quem observa em silêncio pode ir longe. É um reality que exige inteligência emocional, sangue frio e capacidade de manipulação — tanto para atacar quanto para se defender.

Com a produção brasileira em fase de estruturação e o formato já consagrado internacionalmente, a chegada de “The Traitors” amplia o leque de realities no país e mostra que o mercado segue aberto a propostas mais estratégicas e menos óbvias. Se o público embarcar na dinâmica, o Brasil pode ganhar não apenas mais um reality, mas um dos jogos psicológicos mais instigantes da TV atual.

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