Venda de ingressos para show de Harry Styles no Brasil vira caso no Procon. Entenda!

Venda de ingressos para show de Harry Styles no Brasil vira caso no Procon. Entenda!

Os deputados Guilherme Cortez e Erika Hilton, ambos do Psol, levantaram suspeitas de irregularidades na venda de ingressos para os shows de Harry Styles em São Paulo, agendados para os dias 17 e 18 de julho. As manifestações foram publicadas nas redes sociais nesta segunda-feira (26/1), após fãs relatarem dificuldades na compra e apontarem um possível favorecimento de cambistas durante a comercialização.

No Brasil, a empresa responsável pela venda dos ingressos é a Ticketmaster. Em nota enviada ao g1, a companhia negou qualquer irregularidade e afirmou estar “totalmente disponível para cooperar com as autoridades e fornecer todas as informações necessárias”.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Harry Styles anuncia dois shows em São Paulo em julho; saiba todos os detalhesReprodução / @harrystyles Harry Styles anuncia “Aperture”, primeiro single de nova era; saiba detalhesReprodução / @harrystyles Harry Styles anuncia novo álbum, “Kiss All The Time. Disco, Occasionaly” para marçoCrédito: Reprodução Harry Styles
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A deputada federal Erika Hilton acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Procon-SP, solicitando a apuração do que classificou como um “esgotamento anormal e aparentemente irregular” dos ingressos, além de “fortes indícios de atuação organizada de cambistas e falhas estruturais no processo de venda”. Segundo ela, as denúncias precisam ser esclarecidas, destacando ainda que a Ticketmaster já é alvo de processos nos Estados Unidos por supostas práticas comerciais prejudiciais em parcerias com plataformas de revenda.

Já o deputado estadual Guilherme Cortez informou que acionou o Procon, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública. Para ele, é necessário investigar possíveis “atos ilícitos”, um eventual “modo de operação criminosa” e a venda de ingressos por meio de plataformas não oficiais. Em outra publicação, Cortez afirmou que existe uma indústria que lucra com a frustração dos fãs, envolvendo cambistas, produtoras e empresas de ticketing, com cobrança de taxas consideradas abusivas e facilitação da revenda por valores muito superiores aos originais.

Ao portal G1, a Ticketmaster reiterou que não houve irregularidades e reforçou que não apoia o cambismo, nem vende ingressos antecipadamente ou mantém parcerias que favoreçam cambistas em detrimento do público. A empresa afirmou ainda que ingressos anunciados em plataformas ilegais ou não autorizadas podem ser cancelados e recolocados à venda.

Segundo a nota, a comercialização na bilheteria física segue rigorosamente as diretrizes do organizador do evento, com limites por pessoa e CPF, e obedece à ordem de chegada. A empresa destacou que, em eventos de alta demanda, determinados setores podem se esgotar rapidamente devido às vendas simultâneas.

A Ticketmaster também informou que investe continuamente em tecnologia e equipes especializadas para combater o uso de bots e outras práticas abusivas, tanto nas vendas online quanto presenciais. De acordo com a empresa, os preços e eventuais taxas foram divulgados previamente em seu site, e não há cobrança de taxa para emissão de ingressos, digitais ou impressos, sendo que possíveis taxas locais são definidas pelo próprio local do evento.

Por fim, a companhia afirmou que leva a sério as preocupações dos fãs e reforçou que seguirá colaborando com as autoridades, mantendo como prioridade o acesso justo e transparente aos ingressos.

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