Após a assinatura do convênio de R$ 14,7 milhões, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Cooperacre deram início à fase prática do projeto com visitas técnicas aos municípios de Capixaba e Acrelândia. Nos dias 11 e 12 de fevereiro, a diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida, e o gerente da Unidade de Fomento às Estratégias ASG, Rogério Dias, vistoriaram os terrenos onde serão construídos os novos complexos de beneficiamento de café.
As visitas marcam o início do cronograma de execução das obras, que terão prazo de 24 meses. Em Capixaba, a comitiva esteve na área da COPASFE; em Acrelândia, a vistoria ocorreu no terreno da COOPBONAL. Além da análise técnica dos espaços e da infraestrutura logística, a agenda incluiu encontros com produtores locais.
Durante as reuniões, representantes da ABDI e da Cooperacre ouviram cooperados e produtores sobre as principais demandas e expectativas da região. Entre os temas discutidos, destacaram-se os desafios logísticos, como o alto custo do frete e a redução da rentabilidade na venda do café “em coco”, além da expectativa pela implantação da tecnologia que permitirá o beneficiamento completo — secagem, descascamento e classificação — nas próprias localidades.
“Ver de perto o terreno e, principalmente, ouvir o produtor sobre suas dificuldades reais é o que garante que o investimento da ABDI terá o impacto social que buscamos”, afirmou a diretora Perpétua Almeida. “O compromisso da Nova Indústria Brasil (NIB) é justamente este: levar inovação para onde a produção acontece, garantindo que o lucro e a dignidade permaneçam com as famílias produtoraslocais”.
Para Rogério Dias, o projeto é um modelo de eficiência para a agricultura familiar. “A visita técnica confirmou o potencial produtivo dessas áreas. Discutir as expectativas com os cooperados nos ajuda a alinhar a entrega dos equipamentos com a realidade da demanda local”, pontuou.
*Impacto Regional*
O investimento total de R$ 14,7 milhões (sendo R$ 13,1 milhões da ABDI e R$ 1,6 milhão da Cooperacre) beneficiará diretamente cerca de 400 famílias. A industrialização local deve transformar a economia do Baixo Acre, replicando o sucesso já consolidado no Vale do Juruá, com o Complexo Industrial de Beneficiamento do Café, em Mâncio Lima. Além do ganho financeiro, o projeto reforça a sustentabilidade do Café Robusta Amazônico, cultura que contribui para o sequestro de carbono e a preservação da floresta.
Com a conclusão das visitas técnicas e o alinhamento com as cooperativas singulares, o projeto segue agora para as etapas de licitação e início das construções.