Quem acreditava que a “Lista de Epstein”, compartilhada em 2024, ficaria por aquilo mesmo, se enganou. O caso envolvendo Jeffrey Epstein (1953–2019) voltou a explodir no cenário mundial, principalmente após as novas revelações das últimas semanas, impulsionadas pela Lei de Transparência dos Arquivos.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos foi obrigado a liberar uma nova leva massiva de documentos após uma assinatura no final de 2025. Segundo informações do The Guardian, estamos falando de mais de 3 milhões de páginas, além de vídeos e fotos inéditas que estavam em posse do FBI e de outras autoridades.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Donald Trump ao lado de Jeffrey EpsteinReprodução / Globo Jeffrey EpsteinReprodução: ABC Donald Trump e Jeffrey EpsteinReprodução / MSNBC Epstein na cadeia, antes de sua morteDivulgação: Registro de Crime Sexual do Estado de Nova York/AFP Jeffrey EpsteinReprodução / Netflix Virginia Giuffre e EpsteinReprodução Donald Trump e Jeffrey EpsteinReprodução: YouTube
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Tráfico sexual e abusos: o que é a Lista de Epstein, na qual Trump pode ter sido citado
O portal LeoDias mergulhou nesse mar de informações e resume agora o que já se sabia e o que acaba de ser descoberto. Antes dessa nova bomba, o mundo conhecia a “Lista de 2024”, oriunda de processos civis. Epstein usava sua riqueza e suas conexões para traficar menores e abusar delas em suas propriedades, incluindo a ilha de Little St. James, uma mansão em Nova York e um rancho no Novo México.
Documentos anteriores já citavam a presença ou o contato de figuras como Bill Clinton, Donald Trump, príncipe Andrew, David Copperfield, entre outros. Muitos nomes apareciam apenas em diários de voo ou em depoimentos testemunhais, sem que houvesse acusação formal de crime contra eles à época.
As novas bombas: o que foi revelado nos últimos dias?
A liberação ocorrida entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026 trouxe detalhes gráficos e conexões que antes eram apenas rumores. O príncipe Andrew, membro da realeza britânica, é, sem dúvida, o mais atingido pelos novos arquivos. Foi revelada uma imagem (sem data) que mostra Andrew “de quatro”, sorrindo, posando sobre uma mulher não identificada.
A imagem não prova crime, mas é descrita pela imprensa internacional como “humilhante” e devastadora para sua imagem. E-mails recém-descobertos sugerem que Andrew convidou Epstein para o Palácio de Buckingham em 2010, após a primeira condenação. A mensagem dizia: “Podemos jantar no Palácio de Buckingham com muita privacidade”.
Donald Trump: fotos, camisinhas e a conclusão do DOJ
O presidente dos Estados Unidos e figura central da política mundial também aparece com destaque no novo material. Novas imagens mostram o político conversando com Epstein e uma mulher em eventos sociais. Relatórios de apreensão ainda listam “camisinhas de novidade” (novelty condoms) com seu rosto estampado, encontradas na mansão do milionário.
De acordo com a CBS News, apesar do barulho, Todd Blanche, do Departamento de Justiça, declarou nesta semana que a revisão dos arquivos “acabou” e que não foi encontrada nenhuma evidência de conduta criminal por parte de Trump nas interações analisadas.
Talvez a revelação mais perturbadora do ponto de vista jurídico: novos documentos sugerem que Epstein não apenas abusava das vítimas, mas também as “emprestava” ou traficava para outros homens poderosos. Isso contradiz versões anteriores de que ele agia sozinho ao lado de Ghislaine Maxwell.
Outros nomes e conexões nos arquivos do caso Epstein
A ex-esposa de Andrew, Sarah Ferguson, aparece em e-mails tratando Epstein como um “irmão” e discutindo a proteção de sua marca pessoal. O estrategista político Steve Bannon trocou correspondências extensas com o acusado e chegou a realizar uma entrevista em vídeo com ele.
Apesar do volume gigantesco de arquivos liberados, a poeira ainda não baixou. Advogados das vítimas e políticos, como a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, acusam o Departamento de Justiça de ainda esconder documentos vitais e de realizar uma “limpeza” seletiva antes da divulgação.
Inclusive, as fotos de Andrew e os detalhes bizarros sobre os itens encontrados na casa de Epstein estão dominando as redes sociais e os tabloides britânicos, como The Guardian e Daily Mail. O caso Epstein, oficialmente, está sendo tratado como “encerrado” pelo governo norte-americano no que diz respeito a novas acusações federais com base nesses arquivos.
Por outro lado, para o tribunal da opinião pública, a “Caixa de Pandora” foi aberta de vez, expondo a intimidade promíscua entre a elite global e um criminoso sexual.