O portal LeoDias obteve contato exclusivo com quem está à frente das investigações dos casos Orelha e Caramelo, o delegado Renan Balbino, da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) de Florianópolis. O agente confirmou que um dos adolescentes inicialmente tratado como infrator nos casos de maus-tratos contra os cães foi descartado da investigação e passou à condição de testemunha, além de explicar quais imagens estão nas mãos da polícia e negar qualquer relação do caso com a plataforma Discord.
“Um dos adolescentes que apareceu naquela lista já foi descartado. Ele comprovou que não estava na Praia Brava durante a prática dos atos, não aparece em nenhuma imagem e não foi citado em nenhum depoimento”, afirmou Balbino. “Por isso, a gente alterou a natureza dele de adolescente investigado para testemunha.”
Veja as fotosAbrir em tela cheia Cão Caramelo e Cão OrelhaFoto/G1 Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Reprodução: Instagram/@julinhocasares Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares Casinha onde o cão Orelha vivia recebe homenagensCréditos: @mmalupires (ig) | @myhoodbr Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares
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Sobre o caso Caramelo, o delegado disse que há imagens que mostram quatro adolescentes arremessando o cão por cima da grade de um condomínio, ação que teria ocorrido duas vezes na mesma noite. “Tem imagem deles lançando o cachorro para dentro do condomínio”, explicou. Segundo ele, há ainda outro momento registrado, em que os jovens aparecem correndo pela praia com o animal no colo.
Embora o arremesso do cachorro ao mar não tenha sido captado pelas câmeras, Balbino afirmou que a agressão foi presenciada. “Essa parte não aparece na imagem, mas tem uma testemunha ocular que viu eles jogando o Caramelo no mar”, disse.
Os adolescentes que aparecem nas imagens do caso Caramelo também são investigados pela morte do cão Orelha. No entanto, segundo o delegado, o segundo episódio não conta com registros visuais. “O caso Orelha não tem foto nem vídeo. Por isso, todos os adolescentes que estiveram na região na época dos fatos são investigados”, afirmou.
Balbino ressaltou que a investigação não se restringe aos nomes que circularam nas redes sociais. “A nossa apuração não se limita àqueles quatro que saíram naquela lista. Aquela divulgação foi irresponsável”, declarou.
O delegado também fez questão de rebater boatos que associam o caso a plataformas digitais. “Esse caso não tem nada a ver com Discord”, afirmou. “Eu já investiguei situações de maus-tratos transmitidos ao vivo por essa plataforma, inclusive com internação de adolescente, mas aqui não há qualquer ligação.”