Caso Orelha: pressão popular faz investigação avançar e expõe demora da Justiça

Caso Orelha: pressão popular faz investigação avançar e expõe demora da Justiça

O caso do cão comunitário Orelha, que comoveu o Brasil e gerou manifestações em diversas cidades, entrou em uma fase decisiva. A Polícia Civil de Santa Catarina informou que as investigações avançaram significativamente e já trabalham com a identificação de um dos adolescentes como principal suspeito pela agressão que resultou na morte do animal.

De acordo com informações apuradas por veículos de imprensa, o jovem teria sido apontado como o responsável direto pelo crime, ocorrido em Florianópolis. Orelha era conhecido e cuidado por moradores da região, tornando-se símbolo de convivência comunitária e, após sua morte, um símbolo da luta contra os maus-tratos aos animais.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Casinha onde o cão Orelha vivia recebe homenagensCréditos: @mmalupires (ig) | @myhoodbr Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Reprodução: Instagram/@julinhocasares Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares Cão OrelhaReprodução: Instagram

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A nova linha de investigação surge após dias de intensa mobilização popular. Protestos foram realizados em várias cidades do país, com pedidos de justiça e até de federalização do caso. Somente após a pressão social, manifestações de rua e ampla repercussão nacional, houve avanço concreto nas apurações, o que levanta uma série de questionamentos.

Por que um crime que chocou o país precisou ganhar tamanha proporção para ser tratado com a urgência necessária?

Por que somente depois da voz das ruas as investigações caminharam de forma mais objetiva?

O caso Orelha expõe não apenas a brutalidade contra um animal indefeso, mas também a fragilidade do combate aos crimes de maus-tratos no Brasil. A sociedade não quer dúvidas, não quer suposições e não quer apenas manchetes momentâneas. Quer a verdade.

O que se pede agora é transparência, conclusão definitiva do inquérito e responsabilização exemplar dos envolvidos, dentro do que determina a lei. A comoção não é apenas por Orelha, mas por milhares de outros animais que sofrem diariamente em silêncio e não têm seus casos conhecidos.

Orelha não pode se tornar apenas mais um número.

Ele precisa se tornar um marco.

A população foi às ruas porque não aceita mais impunidade. Não se trata de vingança, mas de justiça. Não se trata de opinião, mas de fatos. E o que se espera das autoridades é um desfecho claro, responsável e verdadeiro.

Enquanto houver dúvidas, a luta continua.

Porque o Brasil não quer notícias passageiras.

Quer respostas.

Quer justiça.

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Tags: cachorro Orelhacão OrelhaColunasJulinho CasaresOrelha