Alerta de gatilho: abuso infantil. Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, denuncie pelo Disque 100 (Direitos Humanos) ou procure o Conselho Tutelar, a Delegacia da Criança e do Adolescente ou ligue 190 em caso de emergência.
Aos 59 anos, Claudia Raia revisitou um dos episódios mais traumáticos de sua adolescência. Durante participação no programa “Dona da Casa”, da rádio portuguesa Antena 3, a artista revelou que sofreu uma tentativa de abuso quando tinha apenas 13 anos, enquanto estudava dança nos Estados Unidos.
Segundo a atriz, ela estava hospedada na residência de um coreógrafo conhecido da família. Em um domingo, quando a esposa do profissional havia saído de casa, ele iniciou uma conversa aparentemente comum sobre sua rotina de aulas. O clima mudou quando o contato físico, que no universo da dança costuma ser frequente e natural, ultrapassou limites: “Eu era muito nova, tinha 13 anos. E fui assediada pela pessoa que estava me recebendo na casa dele. Era uma pessoa em quem minha mãe confiava muito. Ele já tinha dado vários cursos na academia da minha mãe e era um coreógrafo muito renomado na época”, contou a atriz, sem revelar nomes.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Claudia Raia aos 13 anos de idadeDivulgação: Arquivo pessoal/Claudia Raia Claudia Raia em “Furia”Divulgação: Netflix Claudia Raia abre álbum de fotos para comemorar o Dia do FilhoReprodução: Instagram/@claudiaraia Claudia Raia celebra clima de Natal em família e abre álbum de fotos com LucaReprodução: Instagram/@claudiaraia Claudia Raia em “Terra Nostra”Reprodução: Globo
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Claudia relatou que percebeu a mudança de intenção quando o toque deixou de ser casual. Foi nesse momento que lembrou de um conselho dado pela mãe: caso alguém a tocasse sem consentimento, deveria reagir imediatamente. “A mão foi subindo para o meio da minha perna. Aquilo me chamou a atenção e já olhei em volta. Minha mãe sempre disse: ‘Se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver ao seu lado e jogue na cabeça da pessoa. Não permita nunca que isso aconteça’. Eu olhei para o lado e tinha uma coruja de cristal. Eu falei: ‘Se ele avançar, é a coruja’. Ele avançou. E eu dei com a coruja na cabeça dele. Ele desmaiou, abriu a cabeça”, revelou Claudia.
Em pânico, a atriz contou que deixou a casa às pressas, vestindo camisola e um casaco comprido, sem saber para onde ir. O episódio marcou profundamente sua vida, mas também reforçou, segundo ela, a importância de reconhecer sinais de perigo e agir diante de situações de violência. Ao narrar a história, a atriz contou que tudo terminou bem: uma professora de dança a reconheceu no Harlem, a acolheu, e sua mãe foi até os Estados Unidos para ajudar a filha emocionalmente.
Claudia afirmou que nunca mais teve contato com o coreógrafo. Anos depois, encontrou o filho dele em um evento de sapateado no Brasil; ambos eram padrinhos da competição. O reencontro a deixou abalada pela semelhança física entre pai e filho. O agressor, conforme ela relatou, morreu há cerca de dois anos.
Ao tornar pública a história, Claudia disse que seu objetivo é incentivar jovens a estabelecer limites e a não silenciar experiências de violência. Para ela, compartilhar o relato é uma forma de transformar uma vivência dolorosa em alerta e conscientização.