Os próximos capítulos de “Três Graças” prometem mexer com o público ao abordar uma temática sensível e urgente: o diagnóstico de autismo na infância. Cristiano (Davi Luis Flores), filho de Alaíde (Juliana Alves) e Rivaldo (Augusto Madeira), passará a apresentar comportamentos que acendem um alerta na família e culminam em um momento de forte tensão dentro de casa.
Tudo começa quando o garoto demonstra dificuldade em lidar com frustrações. Em uma das cenas mais impactantes, ele entra em desespero ao ver o celular travar. A reação foge ao esperado: nervoso, começa a derrubar objetos pela casa, perde o controle emocional e sai correndo para a rua, chorando por causa do telefone quebrado.
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A sequência chama a atenção não só dos pais, mas também de Zenilda (Andréia Horta), que presencia a cena e percebe que pode haver algo além de um simples “mau comportamento”. Sensível à situação, ela aconselha Alaíde e Rivaldo a procurarem ajuda especializada e indica um neuropediatra. O impacto vem após as consultas: Cristiano é diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA).
A trama promete mostrar o processo de compreensão da família, especialmente a reação de Rivaldo, que se emociona ao entender que o filho não precisa de repressão, mas de acolhimento e acompanhamento adequado.
Ao colocar o diagnóstico dentro de um contexto doméstico — e não caricatural — a novela amplia o debate sobre saúde mental infantil, neurodiversidade e o perigo de rotular comportamentos atípicos como “birra” ou “falta de limites”.
A abordagem do autismo em “Três Graças” surge em um momento em que o assunto ganha cada vez mais visibilidade no Brasil. Ao dramatizar sinais como crises sensoriais, dificuldade de regulação emocional e hipersensibilidade, a novela pode ajudar famílias que vivem situações semelhantes a identificarem sinais precoces e buscarem orientação.
Mais do que um conflito dramático, a história de Cristiano tem tudo para se tornar um arco importante da reta atual da novela; daqueles que ultrapassam a ficção e chegam à vida real.