Delegado reconstitui cronologia do Caso Orelha e detalha provas da investigação

Delegado reconstitui cronologia do Caso Orelha e detalha provas da investigação

Uma entrevista exclusiva da jornalista Patrícia Calderón para o portal LeoDias com o delegado Ulisses Gabriel, Delegado-Geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), permitiu reconstituir a cronologia do Caso Orelha, que apura a morte do cão comunitário na Grande Florianópolis. O delegado, que acompanha diretamente tanto o caso Orelha quanto o chamado caso Caramelo, detalhou os principais movimentos do adolescente apontado como autor do crime e as provas reunidas pela investigação.

Segundo Ulisses Gabriel, o adolescente entrou no condomínio no dia 4, informação confirmada por imagens de reconhecimento facial. O crime contra o cão ocorreu já na madrugada do dia 5, por volta das 5h. Antes disso, às 4h da manhã, o jovem deixou o condomínio acompanhado de uma mulher, maior de idade, de 19 anos. Inicialmente, ele negou ter saído nesse horário, mas imagens o flagraram circulando pela região próxima às casinhas do local.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Adolescente acusado de matar o OrelhaReprodução / Globo Menores envolvidos no caso OrelhaReprodução / Portal LeoDias Casinha onde o cão Orelha vivia recebe homenagensCréditos: @mmalupires (ig) | @myhoodbr Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares Cão OrelhaReprodução: Instagram

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De acordo com o delegado, o adolescente utilizava um moletom e um boné naquele momento. As duas peças foram posteriormente apreendidas e são consideradas como as roupas usadas no momento do crime. A investigação identificou ainda uma tentativa da família de ocultar esses itens, que acabaram sendo localizados nas malas do jovem após seu retorno de uma viagem aos Estados Unidos, onde esteve na Disney.

A mulher que estava com ele na madrugada foi ouvida pela polícia. Ela afirmou não ter presenciado diretamente a agressão, mas relatou ter ouvido que o adolescente teria sido o responsável. Ainda segundo Ulisses Gabriel, a mãe da jovem confirmou que a filha disse que foi ele quem matou o cão. A linha adotada pela investigação é de que os dois estavam juntos no horário, mas que apenas o adolescente praticou a agressão.

Durante o depoimento, o adolescente apresentou contradições. Em um primeiro momento, afirmou que não havia saído do condomínio naquela madrugada. Após a apresentação das imagens, essa versão foi confrontada. A polícia conseguiu relacionar o jovem às gravações justamente pelas roupas e acessórios apreendidos, que coincidiam com os registros. Também houve divergências sobre a origem das peças, com versões distintas apresentadas pelo adolescente e por sua mãe.

O delegado-geral informou ainda que, na mesma madrugada, o adolescente cometeu furto em um quiosque, ofendeu um guarda e seguiu em direção à praia por uma área sem cobertura de câmeras, atrás de uma vegetação — local apontado pela investigação como o ponto onde o crime contra Orelha teria ocorrido.

Ulisses Gabriel reforçou que o episódio não tem relação com outros jovens envolvidos em atos de vandalismo atribuídos ao chamado caso Caramelo, tratado em procedimento separado. Segundo ele, não houve participação dessas pessoas na morte de Orelha. A apuração está em fase final, com a autoria formalmente indicada e os elementos organizados para a conclusão do inquérito.

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