Desfile na Sapucaí retrata Temer tirando faixa de Dilma, encena detenção de Lula e satiriza Bolsonaro como “Bozo”

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A estreia da Acadêmicos de Niterói no grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro, neste domingo (15), levou forte conteúdo político para a Marquês de Sapucaí. A escola apresentou um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e encenou momentos marcantes da política brasileira recente.

A comissão de frente, intitulada “O amor venceu o medo”, fez uma releitura dos últimos anos no cenário nacional. Em uma das cenas mais comentadas, um personagem representando Michel Temer aparece puxando a faixa presidencial de Dilma Rousseff, em referência ao impeachment da petista e à posse do então vice-presidente.

Na sequência da coreografia, Lula surge atrás de grades, numa alusão à prisão do petista durante a Operação Lava Jato. Logo depois, entra em cena um palhaço com faixa presidencial, representação associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro — chamado por opositores de “Bozo”. Em outro momento, o personagem aparece preso e usando tornozeleira eletrônica.

O desfile também mostrou embates simbólicos entre Lula e o personagem que representava Bolsonaro, fazendo referência às eleições de 2022. A apresentação terminou com a soltura de Lula, sua posse e o encontro com a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.

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Com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola relembrou a trajetória política do presidente e fez referências diretas ao Partido dos Trabalhadores (PT), incluindo o tradicional grito de militância “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.

Além de Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro, o desfile também trouxe representação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, compondo um carro alegórico que reuniu figuras associadas a momentos de tensão institucional, disputas eleitorais e decisões judiciais da última década.

A apresentação gerou repercussão nas redes sociais e críticas de partidos de oposição, que alegam possível propaganda eleitoral antecipada. O caso pode ser analisado pela Justiça Eleitoral.

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