Discursos politizados, vitória do Brasil e performances: tudo o que rolou no Grammy 2026

Discursos politizados, vitória do Brasil e performances: tudo o que rolou no Grammy 2026

A maior premiação da música, o Grammy Awards, teve sua 68ª edição no último domingo (1°/2) e se consolidou como uma noite histórica. Em meio a um contexto político conturbado nos Estados Unidos, os artistas direcionaram seus discursos para criticar Donald Trump. Além disso, a América Latina foi exaltada com Bad Bunny, Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Confira tudo o que rolou de mais importante no Grammy 2026:

Veja as fotosAbrir em tela cheia Billie Eilish em discurso no Grammy 2026Crédito: CBS Kendrick Lamar e SZA em discurso no Grammy 2026Crédito: CBS Olivia Dean em discurso no Grammy 2026Crédito: CBS Lady Gaga em discurso no Grammy 2026Crédito: CBS Lola Young em discurso no Grammy 2026Crédito: CBS

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Vitórias nas categorias principais
Bad Bunny fez história e confirmou o favoritismo ao faturar o prêmio de Álbum do Ano no Grammy com o “Debí Tirar Más Fotos”, o primeiro em língua espanhola. Em Artista Revelação, uma das categorias mais acirradas da noite, a inglesa Olivia Dean se saiu melhor.

Já em Música do Ano, em que se premia a composição, Billie Eilish venceu com “Wildflower”. Apesar de lançada em maio de 2024, a canção se tornou single em 2025 e assim ficou elegível para concorrer na premiação, garantindo o terceiro gramofone de escrita para os irmãos Eilish. Em Gravação do Ano, que costuma premiar um grande hit do ano, “Luther”, de Kendrick Lamar e Sza, foi o vencedor.

Discursos politizados e piadas com Nicki Minaj e Trump
O Grammy reafirmou o papel social da música ao incentivar discursos politizados e de críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O apresentador Trevor Noah caçoou de Nicki Minaj (que possui zero Grammys, por sinal) e da Ilha de Epstein, incentivando os convidados a também fazerem seus protestos.

No tapete vermelho, artistas como Justin Bieber, Billie Eilish, Jack Antonoff, Kehlani e Samara Joy vestiram pins com “fuck ICE” escrito, em protesto contra a polícia de imigração. Billie foi ainda mais incisiva em seu discurso de vitória ao dizer que “ninguém é ilegal em terra roubada”.

Bad Bunny, o grande nome da noite, também fez um discurso histórico: “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos. O ódio se torna mais poderoso com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Então, por favor, precisamos ser diferentes”.

Performances da noite
Com cerca de 3h30 de transmissão, o Grammy foi recheado de performances. Tyler The Creator foi o responsável pela mais impactante, com várias trocas de roupas e um medley de grandes hits. Quem também mandou ver no palco foi Sabrina Carpenter, Justin Bieber, Lady Gaga, Addison Rae, Sombr, Rosé, Olivia Dean, Lola Young, Leon Thomas e The Marias. Na pré-cerimônia, Zara Larsson brilhou e provou que merecia mais atenção da Academia.

Um ponto baixo foi o excesso de apresentações memoriais, principalmente por elas terem formado um bloco robusto no final da noite. Já quem decepcionou parte do público com suas performances, de acordo com publicações nas redes sociais, foram Katseye, Bruno Mars e Alex Warren.

Categorias segmentadas
No pop, o destaque foi Lady Gaga, que levou Melhor Álbum Pop e Melhor Gravação Pop Dance. Em Melhor Colaboração Pop, uma surpresa: Ariana Grande e Cynthia Erivo por “Defying Gravity”. Já em Melhor Performance Pop Solo, a vencedora foi a novata Lola Young, que fez um discurso emocionado e genuíno.

No rap, o grande vencedor foi Kendrick Lamar, com Melhor Álbum de Rap, Melhor Canção de Rap e Melhor Gravação de Rap Melódico. No R&B, Leon Thomas e Kehlani dividiram o protagonismo, com três e dois gramofones, respectivamente.

Outros destaques da noite foram as “Guerreiras do K-pop”, que venceram a categoria Melhor Canção para Mídia Visual com “Golden”, se tornando o primeiro ato de K-pop a vencer o Grammy. Tyler The Creator, que concorria em várias categorias, se consagrou apenas em Melhor Capa de Álbum.

Quem ficou sem nada
Todo ano, o Grammy é cruel com artistas de primeiro calibre e os deixa de mãos abanando, apesar de várias indicações. A “perdeã” de 2026 foi Sabrina Carpenter, superada em todas as seis categorias em que concorria. Justin Bieber e Hayley Williams também integram a lista, com quatro derrotas cada. Além de outros nomes de calibre como Rosé, Katseye e Miley Cyrus, que voltaram para a casa sem nada.

Vitória do Brasil!
Após deixar Milton Nascimento de fora da cerimônia principal em 2025, o Grammy tentou recompensar o Brasil ao premiar Caetano Veloso e Maria Bethânia em Melhor Álbum de Música Global, com o “Caetano e Bethânia Ao Vivo”.

Categories: ENTRETENIMENTO
Tags: grammy 2026Música