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Entenda por que a pena de Hytalo Santos foi maior que a de Euro

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Entenda por que a pena de Hytalo Santos foi maior que a de Euro

Condenado no último sábado (21/2) pela Justiça da Paraíba a 11 anos e 4 meses de prisão por exploração sexual de adolescente, crime previsto no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o influenciador Hytalo Santos recebeu pena superior à do marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, sentenciado a 8 anos, 10 meses e 20 dias. A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, e detalha os fatores que justificaram a diferença no tempo de prisão.

A sentença deixa claro que o principal ponto para o aumento da pena de Hytalo foi o reconhecimento de duas causas de aumento previstas no parágrafo 2º do artigo 240 do ECA. No caso do influenciador, a Justiça entendeu que houve:

• Uso da convivência próxima com as vítimas, já que os adolescentes frequentavam e permaneciam no mesmo ambiente que ele;

• Uso da posição de autoridade que exercia sobre eles, influenciando decisões e determinando comportamentos.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Hytalo Santos e Euro sendo presos em residência em Carapicuiba, São Paulo, na manhã de sexta-feira (15/8)Foto: Reprodução Hytalo Santos e Euro são acusados de exploração sexual infantil e tráfico de pessoasCrédito: Abraão Cruz/TV Globo Hytalo Santos e Israel Nata na audiência de custódiaG1 Euro e Hytalo SantosReprodução: Instagram Hytalo Santos e EuroReprodução: Instagram/@hytalosantos Polícia divulga novas imagens de Hytalo Santos na penitenciária da ParaíbaReprodução Hytalo Santos presta depoimento após prisãoFoto/Instagram/Globo Hytalo SantosReprodução: Globo Hytalo Santos e Israel Nata Vicente, o EuroReprodução: Globo Hytalo Santos e Euro durante audiênciaFoto: Reprodução

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Segundo o juiz, Hytalo exercia comando direto sobre os adolescentes, determinava comportamentos e organizava as atividades desenvolvidas no ambiente investigado. Por esse motivo, a pena foi aumentada em um terço para cada uma dessas agravantes. Além disso, o magistrado reconheceu a continuidade delitiva, prevista no artigo 71 do Código Penal.

Isso significa que o crime não foi considerado um fato isolado, mas sim praticado de forma repetida ao longo do tempo. Esse entendimento resultou em um novo aumento de dois terços na pena.

Com a soma das majorantes e da continuidade delitiva, a condenação de Hytalo foi fixada em 11 anos e 4 meses de prisão.

Por que a pena de Israel foi menor
Já em relação a Israel Vicente, a Justiça aplicou apenas uma das causas de aumento: uso da convivência próxima com as vítimas, já que os adolescentes frequentavam e permaneciam no mesmo ambiente que ele. A agravante referente ao exercício de autoridade não foi reconhecida no caso dele.

De acordo com a sentença, não ficou demonstrado que Israel exercia comando direto sobre os adolescentes. O juiz apontou que essa função era desempenhada por Hytalo Santos. Assim como no primeiro caso, também foi reconhecida a continuidade delitiva, em razão da repetição das condutas. Ainda assim, como apenas uma agravante foi aplicada, a pena final ficou em 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.

Outras determinações da sentença
Além das penas de prisão, a decisão judicial determinou: Indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil, a ser paga solidariamente pelos dois condenados; Aplicação de 360 dias-multa para cada réu, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo; Manutenção da prisão preventiva de ambos.

Crimes que não foram analisados nesta sentença
A denúncia original incluía ainda acusações como tráfico de pessoas e favorecimento à prostituição. No entanto, esses trechos foram desmembrados e encaminhados à Vara competente, não sendo analisados neste julgamento.

Na decisão, o juiz explicou que a Vara da Infância e Juventude tem competência para julgar apenas crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Por isso, a sentença se limitou ao artigo 240 do ECA, que trata da exploração sexual de criança ou adolescente. Os demais crimes apontados pelo Ministério Público seguem tramitando separadamente na Justiça.

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