O caso de maus-tratos aos cachorros Orelha e Caramelo gerou uma comoção nacional comparável a poucos eventos recentes. O ataque brutal aconteceu na Praia Brava, em Florianópolis, e uma das famílias citadas esclareceu alguns detalhes em entrevista para a repórter Patricia Calderón, do portal LeoDias, ressaltando que eles procuraram as autoridades.
José, pai de Pedro, adolescente de 15 anos erroneamente vinculado ao grupo, revelou que eles buscaram esclarecer os fatos, antes mesmo de qualquer intimação oficial. A cronologia apresentada indicava que os oficiais estavam no encalço dos jovens após a viralização dos vídeos. Por outro lado, no caso dele, a notícia chegou via redes sociais.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Casinha onde o cão Orelha vivia recebe homenagensCréditos: @mmalupires (ig) | @myhoodbr Caso do cachorro CarameloReprodução / Instagram e IA Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Reprodução: Instagram/@julinhocasares Imagens / Portal LeoDias Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares Cão Orelha / Reprodução Instagram
Voltar
Próximo
Leia Também
Notícias
Reviravolta para um dos adolescentes investigados no caso dos cães Orelha e Caramelo; pai conta tudo
Notícias
Hotel de Florianópolis nega ligação com investigados pela morte do cão Orelha
Notícias
Caso Orelha: casinha onde o cão comunitário vivia recebe homenagens
Famosos
“Bandidos”: Paolla Oliveira desabafa sobre investigados pela morte de cão Orelha
“No dia 20 de janeiro, recebi um print de um perfil falso de Instagram que citava o nome do meu filho”, contou o pai. A reação foi imediata e diferente do comportamento padrão de quem deve à justiça, que costuma aguardar orientação de advogados ou intimações, a família foi direto para a delegacia.
“Fomos registrar boletim de ocorrência e, já no mesmo dia, fomos buscar a delegada responsável pelo inquérito. Fomos espontaneamente para esclarecer a verdade”, detalha José. A atitude da família rebate uma das principais críticas ventiladas em programas policiais e colunas de opinião: a demora na apresentação.
Havia uma confusão generalizada na mídia, que misturava dois inquéritos distintos: um quebra-quebra em um quiosque e o ataque ao animal. José explica que essa mistura de informações atrapalhou o entendimento do público. “Muita gente questionava: ‘Por que só agora foram procurar?’. Mas nós não sabíamos. Saímos da praia dia 5 e o nome dele surgiu nessa confusão dia 20. Assim que soubemos, fomos atrás. A gente não esperou a polícia vir, a gente não esperou nada”, desabafa.
Transparência desde o início
A postura proativa foi fundamental para que a Polícia Civil rapidamente descartasse a participação de Pedro nos atos de violência. Enquanto a imprensa noticiava o andamento das investigações e o clamor por punição, a família já colaborava com as autoridades, entregando provas de que não estavam na cidade nas datas dos crimes (dias 10 e 12 de janeiro).
“Acho bem importante que conste que a gente sempre buscou ativamente o esclarecimento dos fatos”, finalizou José, destacando que a transparência foi a única arma da família contra o tribunal da internet que, infelizmente, condenou o adolescente antes mesmo da polícia.