Alerta de gatilho: maus-tratos contra animais são crimes graves e previstos em lei. Qualquer suspeita de violência deve ser denunciada pelo telefone 190, diretamente à Polícia Civil ou por meio do Disque-Denúncia, pelo número 181. A proteção dos animais é uma responsabilidade coletiva.
A grande repercussão do caso do cão Orelha, brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis, no dia 4 de janeiro de 2026, acabou gerando consequências graves para pessoas que nada têm a ver com o crime. Uma jovem, que possui nome semelhante e o mesmo sobrenome de uma adolescente apontada como cúmplice do agressor e que segue o delegado do caso nas redes sociais Dr. Ulisses Gabriel, viu sua vida virar de cabeça para baixo após ter fotos e perfis nas redes sociais expostos na internet, sendo injustamente acusada de envolvimento no caso que chocou o Brasil nas últimas semanas. Em conversa com a jornalista Patrícia Calderon, do portal LeoDias, Maria Eduarda Zampieri Savoldi, de 22 anos, e sua mãe relataram o drama vivido pela família nos últimos dias.
Elas garantem que não possuem qualquer relação ou parentesco com a adolescente investigada e afirmam que sequer estavam na mesma cidade no dia em que o crime ocorreu. Segundo a mãe da jovem, a família mora a mais de 500 quilômetros de distância de Florianópolis.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Adolescente acusado de matar o OrelhaReprodução / Globo Adolescente acusado de matar OrelhaReprodução / Globo Adolescente acusado de matar OrelhaReprodução / Globo Adolescente acusado pela morte de OrelhaReprodução / Globo Casinha onde o cão Orelha vivia recebe homenagensCréditos: @mmalupires (ig) | @myhoodbr Maria Eduarda Zampieri Savaldi e a mãeFoto: Arquivo pessoal
Voltar
Próximo
Leia Também
Famosos
“Bandidos”: Paolla Oliveira desabafa sobre investigados pela morte de cão Orelha
Notícias
Adolescentes investigados por assassinar o cão Orelha serão presos? Entenda o que diz a lei
Notícias
Adolescentes tentaram jogar Caramelo em condomínio duas vezes e foram impedidos por porteiro
Julinho Casares
Cachorro comunitário morre após ser baleado com 10 tiros na Zona Leste de São Paulo
“Desde ontem, eu, minha família e, principalmente, minha filha estamos sofrendo muito com toda essa situação. Pessoas completamente desinformadas entraram no Instagram dela, tiraram prints das fotos, usaram o nome dela e começaram a difamá-la. Sem dó, sem piedade. Ela está recebendo ameaças assustadoras, é inacreditável ver tanta maldade saindo da boca de algumas pessoas. Nós não temos ligação nenhuma com esses jovens, não temos nenhum grau de parentesco, apesar do sobrenome parecido. Não estávamos em Florianópolis nesse dia; moramos a quase 500 quilômetros de distância de lá”, explicou a mãe, visivelmente abalada com a onda de ataques e ameaças de morte que a filha vem sofrendo.
Ainda segundo ela, a rotina da família foi completamente afetada pelas acusações infundadas. “É uma situação extremamente constrangedora. Eu não consegui trabalhar hoje. Estou com a minha filha, com advogados, em delegacia, tentando resolver algo com o qual não temos absolutamente nada a ver. Ela está recebendo ameaças de morte muito sérias. Quem conhece a minha filha na nossa cidade sabe quem ela é. Eu sei quem ela é e, principalmente, ela sabe quem ela é”, completou.
A própria Maria Eduarda também decidiu se pronunciar para tentar conter os ataques e esclarecer os fatos. “Agora sou eu falando: Maria Eduarda Zampieri Savoldi. Tenho 22 anos, e não 19, como estão dizendo. Não sou a pessoa a quem estão imputando essa acusação de cúmplice, de omissão de socorro ou de participação de qualquer forma nessa atrocidade que aconteceu com o cão. Peço que as pessoas parem, analisem os fatos. O nome citado é Eduarda Zampieri. Eu sou Maria Eduarda Zampieri Savoldi e não tenho nenhum vínculo familiar ou consanguíneo com essas pessoas”, afirmou.
Por fim, a jovem reforçou seu histórico de cuidado e proteção aos animais, ressaltando o sofrimento emocional causado pelas acusações.
“Inclusive, há cerca de dois anos, eu adotei duas cachorrinhas que encontrei abandonadas na BR, dentro de um saco de lixo. Sempre tive animais de estimação, sempre adotei. O que estão fazendo comigo é horrível. Está sendo extremamente doloroso passar por tudo isso”, finalizou.