A modelo internacional e empresária Izabel Goulart negou de forma categórica qualquer ligação com Jeffrey Epstein após seu nome aparecer de maneira indireta em arquivos e documentos divulgados nos Estados Unidos relacionados ao caso do financista, condenado por crimes sexuais e que morreu em 2019. A manifestação oficial foi feita por meio de nota à imprensa assinada por seu advogado, Daniel Leon Bialski.
De acordo com a defesa, Izabel nunca esteve nem se hospedou em qualquer apartamento pertencente a Epstein, nem manteve qualquer tipo de relação com ele. O comunicado afirma que a modelo “desconhece completamente” os fatos mencionados em e-mails de terceiros que circularam recentemente e que vêm sendo interpretados de forma equivocada nas redes sociais.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Izabel GoulartReprodução: Instagram/@pierresnapse Izabel GoulartReprodução: Instagram/@pierresnapse Izabel Goulart no Victoria’s Secret Fashion Show 2012Reprodução: CBS Bruna MarquezineReprodução: Instagram/@maryphillips Izabel GoulartReprodução: Instagram/@pierresnapse
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A nota esclarece ainda que, em 2005, quando se mudou para Nova York para trabalhar, Izabel dividiu um apartamento com outras modelos. O imóvel foi cedido pela agência que a representava à época, prática considerada comum em contratos internacionais envolvendo modelos maiores de idade. A defesa enfatiza que essa circunstância não tem qualquer relação com Jeffrey Epstein ou com endereços associados a ele.
No posicionamento, Izabel Goulart também repudia tentativas de vincular sua imagem ao nome do financista. O texto destaca que, ao longo de mais de 22 anos de carreira internacional, a modelo sempre exigiu e manteve padrões elevados de profissionalismo e ética em sua atuação no mercado da moda e dos negócios.
O advogado alerta ainda que eventuais ataques à honra da modelo não serão ignorados. Segundo a nota, pessoas que disseminarem ofensas, injúrias ou informações que afrontem a dignidade, o nome e a reputação de Izabel Goulart poderão ser responsabilizadas judicialmente.
Vale ressaltar que a apuração em torno do caso envolve um volume gigantesco de registros: o Departamento de Justiça dos EUA já divulgou cerca de 3,5 milhões de páginas. Informou ainda ter identificado aproximadamente 6 milhões de páginas de evidências, o que ajuda a explicar por que nomes podem surgir em materiais variados, como e-mails de terceiros, sem que isso, por si só, comprove vínculo ou responsabilidade.
O caso em torno do bilionário americano é antigo e envolve um esquema de tráfico sexual de menores que operou por anos. A situação veio a público a partir de investigações conduzidas por autoridades dos Estados Unidos. Epstein, bilionário com conexões políticas e empresariais de alto nível, foi acusado de abusar sexualmente de adolescentes e de aliciá-las para outros homens, utilizando sua rede de influência e propriedades em locais como Nova York, Flórida e uma ilha privada nas Ilhas Virgens Americanas.
Em 2008, ele chegou a firmar um acordo judicial controverso que reduziu drasticamente sua pena, mas o caso foi reaberto em 2019, quando foi preso novamente por tráfico sexual. Epstein morreu na prisão em agosto daquele ano. Desde então, a divulgação de milhões de páginas de documentos tem gerado repercussão mundial ao citar diversas figuras públicas.