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ENTRETENIMENTO

Izak Dahora vive Heitor dos Prazeres na Sapucaí e se divide entre o Carnaval e a TV

Por Portal Leo Dias 13/02/2026 12:27
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Entre o maior espetáculo da Terra e os estúdios de televisão, Izak Dahora vive um momento de intensidade artística. Convidado para interpretar Heitor dos Prazeres na Sapucaí, o ator também gravou participação no novo programa de Edu Sterblitch e Tatá Werneck — e fala com exclusividade sobre essa fase que une ancestralidade, improviso e milhões de telespectadores. Convidado para viver o multiartista no desfile da Vila Isabel nesta terça-feira (17), Izak Dahora não esconde o peso simbólico da missão.

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“Senti muita honra! Porque eu sei da importância de Heitor”, afirma o ator, ao falar do convite para interpretar Heitor dos Prazeres na Avenida.

E ele contextualiza: “Ele é descendente musical dos criadores do samba urbano do Rio de Janeiro e pilar das escolas de samba. Esteve na fundação de escolas como Estácio de Sá, Portela e Mangueira. Teve uma vida que é testemunho das práticas culturais afro-brasileiras e agiu em favor do reconhecimento da população e da cultura negra, em um Rio de Janeiro que era a capital do país e onde o racismo era violentíssimo”.

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Izak também chama atenção para outra dimensão do homenageado: “Fora a extraordinária trajetória dele como pintor, que eu abordo na minha tese de doutorado que defendi no ano passado. Então, as coisas estão conectadas – as visíveis e as invisíveis”.

No desfile, ele viverá Heitor na fase madura, já consagrado como artista plástico, reconhecido nas Bienais Internacionais de São Paulo e como embaixador da cultura afro-brasileira no 1º Festival Mundial de Artes Negras, em Dakar. Já o músico Eryck Quirino representará o Heitor jovem, na segunda alegoria.

A caracterização também carrega história. Heitor era múltiplo: cantor, compositor, percussionista, pintor, marceneiro, alfaiate e figurinista — e criava as próprias roupas.

“A camisa que vou usar é inspirada em uma peça feita por ele e que existe até hoje! A roupa é tão elegante quanto ele e é puro samba!”, adianta Izak.

Acostumado ao ambiente controlado das gravações, o ator define o Carnaval das escolas como algo singular. “O Carnaval das escolas é um teatro a céu aberto. É algo ao vivo, sem corte e com a particularidade de ser pra mais de 70 mil pessoas presentes, em palcos que se deslocam diante do público”.

E compara com a televisão: “O ambiente de filmagem de novela/série é mais controlado. A carga emocional do desfile, com fogos, pessoas cantando, pulando, devolvendo aquela energia pra você na mesma hora dá uma emoção única”.

Ao mesmo tempo, ele reconhece o desafio das câmeras: “Existe a cobertura televisiva – e dos celulares –, que leva a nossa performance para milhões de pessoas. Então, a atuação nesse desfile é também para as telas”.

Paralelamente ao Carnaval, Izak também mergulha no humor. Ele gravou participação no novo programa de Edu Sterblitch com Tatá Werneck e adianta: “Eu uso uma peruca em cena, pra você ter ideia!”.

Sobre a experiência, ele define: “Uma maluquice maravilhosa!”. E relembra o período em que estudou com Edu no Tablado: “O programa tem essa abertura pra improvisação, pro jogo teatral – sem perder a relação com câmera”.

Ele também acaba de gravar participação na segunda temporada da série Volte Sempre, do Multishow, e resume o momento: “Estou adorando voltar a fazer humor!”.

Esta será a terceira vez que Izak atua na Sapucaí. Mas ele evita tratar o espaço como algo fixo. “Não sei se posso considerar algo fixo porque na vida a gente nunca sabe o que vem adiante”, pondera.

O que ele tem certeza é da dimensão simbólica: “Atuar no carnaval da escola de samba não é mera relação profissional. É um rito comunitário, cultural e ancestral”.

E conclui com a imagem que talvez melhor defina a experiência: “Atuar naquela Avenida é algo que só o ator/atriz brasileiro que já pisou naquela pista sabe o que é. É único!”.

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