Rafa Brites foi mais uma famosa que revelou o diagnóstico de lipedema. Ela relatou as marcas, roxos e dores decorrentes da doença caracterizada por uma inflamação crônica, onde há um acúmulo desproporcional de gordura na região dos glúteos, coxas e pernas. A doença atinge quase exclusivamente as mulheres, principalmente a partir da terceira década de vida. Essa gordura é acumulada de forma simétrica, bilateral e poupa os pés.
Para entender melhor o problema, como os sintomas, causas e tratamentos, o portal LeoDias entrevistou o cirurgião vascular, Herik Oliveira. Ele listou os sintomas que o paciente podem apresentar:
Veja as fotosAbrir em tela cheia Rafa Brites mostrando lipedemaReprodução Instagram Rafa Brites/ montagem Rafa BritesReprodução Instagram Rafa Brites/ montagem Rafa BritesPortal LeoDias
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“Dor e aumenta a sensibilidade ao toque na região onde tem a gordura; presença de inchaço nos membros inferiores e surgimento de manchas roxas; hematomas; equimoses [manchas] de forma espontânea. Apresenta ainda um alargamento persistente das extremidades, principalmente membros inferiores, mesmo com a elevação dos membros”.
O lipedema tem causa multifatorial, e pode apresentar uma piora nas fases cíclicas hormonais, como na primeira menstruação, na gestação e na menopausa. Fatores alimentares, principalmente alimentos inflamatórios, também podem agravar a doença.
“Cerca de 50% dos casos de pacientes que têm lipedema podem apresentar um quadro de sobrepeso ou obesidade. Existem outras doenças inflamatórias que podem estar associadas com lipedema, como síndrome do intestino irritável, quadros de artrite e ainda doenças vasculares, como varizes”, explicou.
A doença tem um tratamento clínico, que na maioria dos seus casos envolve uma abordagem multidisciplinar, com: nutricionista para fazer uma dieta geralmente anti-inflamatória ou cetogênica; educador físico para que esse paciente faça exercício de baixo impacto, para evitar lesões articulares, principalmente quadril e joelho, e lesões musculares. Para essas pacientes, os exercícios mais indicados seriam a natação, hidroginástica, ioga, pilates e musculação.
Em algumas situações, pode ser necessário um tratamento cirúrgico a ser feito por um cirurgião plástico.
“Importante enfatizar que é uma doença crônica, não tem cura, mas que tem controle. Você permite melhorar a qualidade de vida desse paciente, reduzir volume, melhorar a dor, inchaço, o aspecto da pele e ainda elevar a autoestima”, finalizou o médico.