Manifestantes ocupam Avenida Paulista e pedem prisão dos responsáveis pela morte do cão Orelha
Manifestantes se reuniram na manhã deste domingo, 1º de fevereiro, na Avenida Paulista, em São Paulo, para pedir justiça pela morte do cão Orelha, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina. O ato ocorreu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e reuniu defensores da causa animal, ativistas e representantes de organizações não governamentais.
Durante a manifestação, os participantes cobraram a prisão dos responsáveis pelo crime, além de punições mais rigorosas para casos de violência contra animais. Cartazes, faixas e palavras de ordem marcaram o protesto, que também levantou debates sobre a maioridade penal, tema defendido por parte dos manifestantes.
O cão Orelha foi brutalmente espancado e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. Inicialmente, quatro adolescentes eram investigados pela Polícia Civil, mas um deles foi descartado após a conclusão de que não teve envolvimento no crime. Atualmente, três adolescentes são apontados como autores das agressões.
Por se tratar de menores de idade, os nomes e demais informações dos suspeitos não foram divulgados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso é apurado pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE), e ainda não há data definida para o depoimento dos investigados.
As investigações também avançaram sobre possíveis tentativas de obstrução do processo. Três adultos, sendo dois pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados por coagir uma testemunha, um vigilante de condomínio que teria uma foto considerada importante para o esclarecimento do crime.
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e encontrado ferido por frequentadores da praia. Ele foi levado a uma clínica veterinária, mas morreu no dia seguinte após a realização da eutanásia. Laudos periciais indicaram que o animal sofreu um forte golpe na cabeça com um objeto contundente.
A investigação também apura uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, conhecido como Caramelo, na mesma região. Imagens e relatos de testemunhas indicam que os adolescentes teriam jogado o animal no mar.
O caso gerou comoção nacional e motivou protestos em outras cidades do país, como Brasília, Rio de Janeiro e Florianópolis, além de ampla repercussão nas redes sociais, com pedidos por justiça e maior rigor na aplicação da lei contra crimes de maus-tratos a animais.
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