A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina, terá clima de grande festival com uma escalação de estrelas da música e das artes cênicas no gramado do San Siro. A noite, guiada pelo conceito de “Armonia”, promete misturar cultura italiana, espetáculo televisivo e clima de show ao vivo, com a participação de cantores, instrumentistas, atores e bailarinos em blocos temáticos que dialogam com a história e a paisagem dos Alpes.
Mariah Carey será o grande nome internacional da festa e deve assumir o papel de headliner, com performances que exploram o lado mais emocional da cerimônia. Ao lado dela, o tenor Andrea Bocelli e a cantora Laura Pausini representam a força da música italiana no cenário global, com números pensados para momentos-chave da transmissão, como homenagens à paz, à união entre os povos e ao próprio espírito olímpico.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Carlo Allegri / Reuters Sandy participará de show de Andrea Bocelli em São PauloFoto: Van Campos/AgNews
Andrea-BocelliFoto/Andre Velloso
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O elenco artístico ainda inclui o rapper Ghali, que leva ao palco a sonoridade urbana e multicultural da nova geração italiana, e a dupla de gigantes da música de concerto Lang Lang e Cecilia Bartoli, escalados para um segmento mais lírico e sinfônico da noite. A presença da atriz Sabrina Impacciatore, ao lado de outros nomes do cinema e da TV italianos, conecta a cerimônia ao universo das séries e do audiovisual, com intervenções mais cênicas entre um show e outro.
Os números musicais se encaixam em um roteiro que alterna tecnologia, dança e símbolos olímpicos, com o San Siro transformado em um grande palco para projeções, coreografias em massa e o tradicional desfile das delegações. A expectativa é de que o clima de espetáculo ajude a impulsionar o interesse global pelos Jogos de Inverno, que voltam à Itália 20 anos após Turim 2006 e chegam com promessa de recordes de audiência e forte engajamento nas plataformas digitais.
Para o Brasil, a participação segue marcada por delegações enxutas, mas cada vez mais estruturadas em modalidades como snowboard, esqui estilo livre, bobsled e patinação de velocidade em pista longa, ainda que o país siga distante do grupo de favoritos ao quadro de medalhas. A meta esportiva brasileira costuma ser mais voltada a finais inéditas, top 10 e resultados históricos do que propriamente ao pódio, mas o discurso interno é de evolução gradual, com foco em ganhar experiência olímpica e consolidar projetos de longo prazo com atletas formados em centros de treino no exterior.