Pela primeira vez desde a tragédia, Maurício falou publicamente sobre a morte do irmão Mauri Lima, cantor sertanejo e irmão de Chitãozinho e Xororó, que morreu aos 55 anos após um grave acidente de van na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), em Miracatu, no interior de São Paulo, no dia 7 de dezembro de 2025.
Em entrevista ao jornalista André Piunti, Maurício relembrou com detalhes o dia do acidente e os últimos momentos vividos ao lado do irmão. Segundo ele, a família voltava de um show corporativo realizado em Curitiba, na madrugada do dia 6 de dezembro.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Mauri e Maurício formavam dupla há mais de três décadas.Reprodução/Redes Sociais Amauri tinha 55 anos, enquanto Chitãozinho e Xororó tem, respectivamente, 71 e 68. Reprodução/Instagram Reprodução Instagram Filho de MauriReprodução/Instagram
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“Nós fizemos um show no dia 6 em Curitiba, um evento corporativo. O show começou por volta das 2 da manhã e foi até umas 4 horas”, contou.
Após a apresentação, Mauri permaneceu no local para participar do encerramento de outro evento, enquanto Maurício seguiu para o hotel em outra van. O retorno para casa foi combinado para a manhã seguinte.
“Combinamos de sair por volta das 8 horas da manhã do hotel para virmos embora”, relatou.
Já na estrada, o grupo parou para almoçar e seguiu viagem. Maurício disse que dormia nos bancos de trás da van, enquanto Mauri costumava viajar na parte da frente, ao lado do motorista.
“Eu gostava de deitar nos últimos bancos da van e dormir. O Mauri gostava de ir na frente, junto com o motorista”, explicou.
O acidente aconteceu por volta das 13h40, quando o motorista sofreu um mal súbito, perdeu o controle do veículo e colidiu contra a traseira de um caminhão.
“Foi um mau súbito do motorista. Ele saiu da pista e entrou na traseira de um caminhão. O Mauri, que estava na frente, foi o mais atingido”, disse.
Maurício contou que dormia no momento do impacto e acordou com o barulho da batida.
“Eu cochilava na hora do impacto. Aquele estrondo me jogou pra cima dos bancos. Quando levantei, comecei a chamar pelo Mauri, mas ele não respondia”, relembrou.
Ao sair da van, Maurício encontrou o irmão preso às ferragens e percebeu que o ferimento não foi causado diretamente pelo impacto.
“Dizem que um ferro entrou na perna dele e furou a artéria que leva sangue para o cérebro. Não teve ferimento no rosto ou no peito. Foi isso que causou a morte”, afirmou.
O filho de Mauri, conhecido como Maurizinho, também estava no veículo e presenciou os últimos instantes do pai.
“O Maurizinho colocou o telefone no ouvido dele para falar com a família. Ele chorou muito, molhou o peito dele de lágrimas e se despediu ali mesmo”, contou, emocionado.
Segundo Maurício, não houve tempo para socorro hospitalar. O médico do resgate confirmou o óbito ainda no local.
“Eu perguntei do meu irmão, o médico só olhou para mim e confirmou com a cabeça que ele tinha falecido”, disse.
Abalado, Maurício afirmou que a dor permanece viva, mesmo meses após a tragédia.
“Bateu aquela tristeza, aquela dor no peito. Até hoje eu não me acostumei. Vai fazer dois meses e aquela imagem não sai da minha memória”, desabafou.
Após o acidente, Maurício entrou em contato com Chitãozinho, que ficou devastado com a notícia. A família retornou diretamente para casa, onde encontrou a esposa de Mauri.
“Fui até a casa dele, abracei a Andreia e falei: infelizmente, meu parceiro se foi”, concluiu.