O médico Dr. Sergio Jordy, neurologista da Rede D’Or, explicou neste sábado (07/02) para o portal LeoDias os riscos do engasgo após o episódio envolvendo Alberto Cowboy no BBB26, quando o competidor apresentou dificuldade respiratória durante a realização da Prova do Anjo. Segundo o próprio, ele sofreu o problema ao ingerir água e precisou ser socorrido pelos colegas de confinamento.
Segundo o médico, em situações de engasgo, a principal consequência imediata é a interrupção da respiração. “Em caso de engasgo, o que que vai acontecer: a pessoa para de respirar. Sem respirar, ela fica sem oxigênio. Sem oxigênio, não vai oxigênio para todos os órgãos nobres, o cérebro inclusive”, afirmou. De acordo com ele, se a obstrução não for resolvida, o quadro pode evoluir de forma grave. “Se não resolver o engasgo, eventualmente pode até falecer. É uma coisa que chama hipóxia.”
Veja as fotosAbrir em tela cheia Alberto Cowboy, do “BBB7”, entra para o “BBB26”Foto/Globo Alberto Cowboy, do “BBB7”, entra para o “BBB26”Foto/Divulgação Alberto Cowboy no “BBB26″Divulgação / Globo Créditos: Globo/Fábio Rocha
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O neurologista explicou que o engasgo ocorre quando líquidos ou sólidos entram na via aérea respiratória e bloqueiam a passagem de ar. “O engasgo nada mais é que algum líquido ou sólido entra na via aérea respiratória e bloqueia a respiração”, disse. Conforme o especialista, a falta de oxigênio pode levar a desfechos fatais. “Tem muitas pessoas que falecem, efetivamente, por causa de engasgo. Por isso que existem essas manobras, manobras de socorro para desobstruir a via aérea.”
Dr. Jordy também alertou sobre práticas comuns que não são indicadas durante um episódio de engasgo, como a que foi vista durante o episódio envolvendo Alberto, em que um dos colegas de confinamento tentou levantar seus braços para tentar resolver o problema. “Essa coisa de bater nas costas, dar água, levantar o braço, essas coisas às vezes podem até piorar o quadro”, explicou. Ele ressaltou que, sem a retomada da respiração, o cérebro passa a sofrer com a falta de oxigenação. “Quando a pessoa fica em hipóxia, sem respirar, o cérebro fica sem oxigênio. Quanto mais tempo acontece isso, vai causar hipóxia cerebral e até lesão cerebral, se o tempo for grande o suficiente.”
Por fim, o médico destacou que o engasgo não é uma condição neurológica, mas exige intervenção correta e imediata. “Não é uma questão neurológica, nada neurológica, na verdade, mas existem as manobras específicas”, afirmou. Ele descreveu a conhecida Manobra de Heimlich, procedimento adequado para desobstrução das vias aéreas. “Você agarra a pessoa por trás, faz um movimento na boca do estômago para tentar tirar o que causou o engasgo, usando a pressão do ar. Se a pessoa não conseguir voltar a respirar, ela pode até morrer.”