O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento administrativo para fiscalizar, ao longo de 2026, a atuação da 61ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Boca do Acre, após a ampliação de sua área de abrangência para a região sul do município de Lábrea.
De acordo com a Promotoria, embora a integração regional seja considerada importante, a ampliação ocorreu sem o devido reforço estrutural, o que teria comprometido a capacidade investigativa da delegacia de Boca do Acre. A situação, segundo o MP, afeta diretamente a agilidade e a eficácia das apurações criminais no município.
A medida está baseada na Ordem de Serviço nº 040/2025-DPI/PC, que oficializou a ampliação da área atendida pela delegacia. O procedimento é conduzido pelo promotor de Justiça Marcos Patrick Sena Leite.
O MPAM informou ainda que dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que Boca do Acre possui índices de criminalidade semelhantes ou até superiores aos registrados em Lábrea. Apesar disso, Lábrea conta com dois delegados e estrutura mais robusta, enquanto Boca do Acre dispõe de apenas um delegado, que passou a atender também a nova área incorporada.
Diante do cenário, o Ministério Público recomendou a revogação do ato administrativo ou, alternativamente, sua reavaliação técnica, além do reforço da estrutura da delegacia, incluindo a designação de um segundo delegado para o município.
O órgão também requisitou o envio de documentos, estatísticas criminais e demais informações por parte da autoridade policial, com o objetivo de subsidiar o acompanhamento e a fiscalização da medida.